quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Novidades da Semana (05/01 - 11/01)

    Mais uma semana se passou e Hollywood vai voltando aos eixos. Novos trailers, pré-indicados ao Oscar, bilheterias e notícias...

    TRAILERS 

    As grandes estreias de trailers ficaram por conta de ''Haywire'', novo filme de Steven Soderberg (que anunciou a aposentadoria, mas virou uma metralhadora de lançamentos), e uma refilmagem de uma comédia francesa: ''LOL'', que aparenta só ter de bom o título mesmo.

                                                                    Trailer de ''Haywire''

                                                                         Trailer de ''LOL''

    OSCAR 2012

     Mais pré-indicados ao prêmio foram anunciados, dessa vez para a categoria de maquiagem. Foram sete semifinalistas que concorrem às três vagas finais. A surpresa negativa foi ''J. Edgar'', que ficou de fora. Veja a lista: 


  • ''Albert Nobbs''
  • ''Anônimo''
  • ''O Artista'' (imagem ao lado)
  • ''Gainsbourg - O Homem Que Amava as Mulheres''
  • ''Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte II
  • ''A Invenção de Hugo Cabret''
  • ''A Dama de Ferro''







    BILHETERIAS (EUA)


    Bilheterias quase sem novidades. Quase porque o terror independente ''Filha do Mal'' (infelizmente) ficou com a ponta dessa semana. Com a baixíssima aprovação da crítica (7% no RT), pode ser que mais uma série idiota de terror nasça. De resto, tudo na mesma:

1 – ''Filha do Mal'' - $ 34.500.000 (arrecadação total: $ 34.500.000)
2 - ''Missão: Impossível – Protocolo Fantasma'' - $ 20.500.000 ($ 170.201.000)
3 – ''Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras'' - $ 14.055.000 ($ 157.415.000)
4 – ''Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres'' - $ 11.300.000 ($ 76.836.000)
5 – ''Alvin e os Esquilos 3'' - $ 9.500.000 ($ 111.588.000)
6 – ''Cavalo de Guerra'' - $ 8.603.000 ($ 56.828.000)
7 – ''Compramos um Zoológico'' - $ 8.450.000 ($ 56.544.000)
8 – ''As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne'' - $ 6.600.000 ($ 61.880.000)
9 – ''O Espião que Sabia Demais'' - $ 5.767.000 ($ 10.418.000)
10 – ''Noite de Ano Novo'' - $ 3.265.000 ($ 52.026.000)




   
NOTÍCIAS EM GERAL

    Uma novidade para os fãs de Tim Burton: é dado como certo o seu nome numa adaptação live-action de ''Pinóquio'', aos moldes da sua de Alice. Robert Downey Jr. é fortemente cotado para fazer o papel de Gepeto. Resta saber se Burton fará um filme fraco como o de 2010 ou voltará aos eixos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Novidades da Semana (29/12 - 04/01)

   Nesse começo de ano, praticamente nada de importante aconteceu. Então foi beem complicado achar algo para postar, mas lá vai:

    OSCAR 2012

    Foram anunciados os dez semifinalistas (abaixo) na disputa do prêmio de Efeitos Visuais. Ficaram de fora da disputas pelas cinco indicações filmes como ''Thor'', ''Super 8'', ''Sucker Punch - Mundo Surreal'' e ''Cowboys & Aliens''. Em 24 de janeiro sai a lista final.


  • ''Capitão América: O Primeiro Vingador''
  • ''Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2''
  • ''A Invenção de Hugo Cabret''
  • ''Missão: Impossível - Protocolo Fantasma''
  • ''Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas''
  • ''Gigantes de Aço''
  • ''Planeta dos Macacos: A Origem''
  • ''Transformers: O Lado Oculto da Lua''
  • ''A Árvore da Vida''
  • ''X-Men: Primeira Classe''



    BILHETERIAS (EUA)

    É, nada de novo nas bilheterias americanas. A saga ''Crepúsculo'' saiu do Top 10 e a maioria dos filmes manteve a sua colocação anterior. O destaque fica para Steven Spielberg, com dois longas na lista (''Tintin'' e ''Cavalo de Guerra''):

1 - ''Missão: Impossível – Protocolo Fantasma'' - $ 29.420.000 (arrecadação total: $ 132.406.000)
2 – ''Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras'' - $ 20.800.000 ($ 130.900.000)
3 – ''Alvin e os Esquilos 3'' - $ 16.350.000 ($ 92.700.000)
4 – 
''Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres'' - $ 14.840.000 ($ 55.500.000)
5 – 
''Cavalo de Guerra'' - $ 14.400.000 ($ 40.400.000)
6 – ''Compramos um Zoológico'' - $ 13.200.000 ($ 40.787.000)
7 – ''As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne'' - $ 11.400.000 ($ 47.441.000)
8 – ''Noite de Ano Novo'' - $ 6.341.000 ($ 46.000.000)
9 – ''A Hora da Escuridão'' - $ 4.100.000 ($ 13.100.000)
10 – ''Os Descendentes'' - $ 3.350.000 ($ 39.400.000)


    ANÚNCIOS

    Começo de ano e os estúdios começam a divulgar alguns filmes que começaram a entrar em produção. Entre eles, muitas sequências de filmes desse ano. Algumas já especuladas anteriormente, como ''Velozes e Furiosos 7'' (que já está sendo programado antes mesmo das filmagens do sexto filme iniciarem); e outras que são novidades, nem tão novidades assim.
     Quem não imaginava que a Paramount lançaria ''Atividade Paranormal 4''?! A série que, no total, custou US$ 20 milhões e rendeu US$ 300 milhões, não deve acabar tão cedo. Outra sequência confirmada é ''Quero Matar Meu Chefe 2'', após o sucesso de público (e até de crítica do primeiro longa). É esperar para ver se Jennifer Aniston, Kevin Spacey e Colin Farrell retornarão como os ''chefes horríveis''.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Lista - Os Piores Filmes Lançados no Brasil em 2011

    Fazer essa lista é meio complicado. Porque, claro, eu não fico indo no cinema ou alugando filmes que têm estampados na capa que serão ruins. Só que lista dos piores é regra para um cinéfilo, então lá vai:

10. Bravura Indômita (True Grit, 2010)

    Já disse aqui que não tenho, particularmente, grande apreço pelo trabalho dos irmãos Coen. Na refilmagem desse faroeste, não foi exatamente diferente.
    A história é a de Mattie Ross (Hailee Steinfeld), uma jovem que busca vingar o pai e conta com ajuda do bruta-montes Rooster Cogburn (Jeff Bridges) para isso.
    Como nos outros filmes da dupla, há um desenvolvimento mais cadenciado (de um modo que eu não gosto) e ele não chega a merecer o crédito de western. Jeff Bridges passa o filme grunhindo (e foi indicado ao Oscar por isso, wtf) e Hailee Steinfeld está apenas bem. De resto, nada demais, semelhante a ''Um Homem Sério''.
Nota: 6/10





9. Kung Fu Panda 2 (Kung Fu Panda: The Kaboom of Doom, 2011)

    Nesse segundo longa, Po (Jack Black) se junta aos Cinco Furiosos para derrotar um novo inimigo, mais poderoso e que possui uma arma que pode acabar com as artes marciais.
    O argumento é medíocre. Pois é. Dos mais imbecis e sem criatividade dos últimos tempos. E quase afunda totalmente o filme, o que apenas não ocorre devido ao carisma inegável dos personagens. Mais uma vez as piadas não funcionam muito, entretanto o saldo total chega a ser melhor que o do filme anterior. Alguns bom momentos, mais para o fim, também fazem com que o filme não seja um total fracasso.
Nota: 6/10








8. Desconhecido (Unknown, 2011)

    Jaume Collet-Serra (de ''A Órfã'') visita o campo, hoje muito povoado, dos thrillers-de-ação-com-final-surpresa-e-supostamente-inteligentes. Aqui, Liam Neeson é Martin Harris, um homem que acorda do coma e descobre que um homem tomou a sua identidade e que nem sua mulher acredita nele.
    A partir daí são aquelas sequências de ação bem mais ou menos, interpretações no automático e um filme que tenta levar o espectador pela montagem ''alucinante'' e tentando fazer com que ele se sinta inteligente. Típico, todavia ainda há diversão e as baixas expectativas também ajudam para a avaliação final não ser tão ruim.
Nota: 5/10








7. Amor e Outras Drogas (Love and Other Drugs, 2011)

    Jamie (Jake Gyllenhaal) é o típico cara de filmes do gênero: garanhão com todas as mulheres ao seus pés, e Maggie (Anne Hathaway) é uma mulher que não quer se apegar a ninguém. E, claro, os dois se conhecem e lálálá.
    Tudo para ser uma comédia romântica amplamente clichê. E é. O filme é notoriamente dividido em três atos: o primeiro, como uma fraca comédia; o segundo, um romance puro alla ''Uma Linda Mulher'' que funciona, por causa dos atores; já o terceiro, um óbvio drama sobre uma ''doença-omg'' de um dos protagonistas. Três clichês em um. Nenhuma surpresa. De bom, os atores e só.
Nota: 5/10








6. Sucker Punch - Mundo Surreal (Sucker Punch, 2011)

    A história ''simples'' de uma jovem que é internada pelo padrasto em uma instituição mental se transforma nas mãos de Zack Snyder (de ''300'' e ''Watchmen''). Os típicos slow motion's ganham a companhia de um visual (e contexto) de video game.
    O ambiente do local é transformado pela imaginação da garota, que o torna um lugar fantástico, e sua tentativa de fuga se traduz em ''missões'', como nos games. Depois que você engolir que está assistindo a um jogo, realmente (o que para mim demorou), a diversão é garantida. Entretanto, toda essa diversão e impactos visual e técnico não seguram para sempre, e na quinta e última ''missão'' da jovem e de suas amigas para escapar, você já quer que ou elas morram logo ou que, ao menos, aquilo acabe.
Nota: 5/10







5. O Turista (The Tourist, 2010)

    Quando as críticas para esse aqui não estavam nada boas e a porcentagem no Rotten Tomatoes estava baixa, não acreditei. Com Johnny Depp, Angelina Jolie, Veneza, o diretor do excelente ''A Vida dos Outros'' e o roteirista de ''Os Suspeitos''; como pode ser ruim?
    Mas é. O filme não dá certo em nada que tenta. Não tem um casal tão charmoso e com química quanto em ''Sr. e Sra. Smith'', não se sustenta como comédia num saldo final e a ação não chega a animar. Aqui também há final-surpresa, e um muito previsível para os mais experientes no gênero. De ponto positivo: uma cidade bem fotografada e a beleza de Angelina.
Nota: 5/10








4. Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides, 2011)

    Ressuscitaram a franquia. E mais rápido do que se pensava. É o dinheiro mandando no cinema e, se os outros filmes eram bons (o terceiro era o mais fraco) e caça-niqueis. Apenas o segundo adjetivo foi mantido nesse.
    A trama sobre a caça à Fonte da Juventude é fraca e sub-aproveitada. Culpa de um roteiro que também peca na construção dos novos personagens, absurdamente rasos.  Jack Sparrow ainda é o destaque, junto de Barbossa, todavia é um entretenimento que já sofre pela repetição. A direção de Rob Marshall (de ''Chicago'') também é falha e a parte técnica está estranhamente ruim, com uma fotografia que peca pela ambientação escura. O pior é lembrar dos dois primeiros e ver no que a franquia se tornou.      Nota: 5/10







3. Capitães da Areia (2009)

    A adaptação da obra de Jorge Amado, dirigida pela filha do escritor, deixa e muito a desejar. Suas qualidades se resumem unicamente na boa história que tinha para contar, vinda do livro, e que se mantém, em parte, no roteiro.
    A direção é, no mínimo duvidosa, em alguns momentos tenta ser autoral demais, em outros beira às de novela. Cecília Amado estraga algumas belas passagens do livro, como a do carrossel, desinteressante no filme. As interpretações são ridículas e amadoras, forçadas no último nível. Deprimente.
Nota: 4/10








2. Água Para Elefantes (Water for Elephants, 2011)

    O filme conta a história de Jacob (Mármore de Carrara) que vai trabalhar como veterinário em um circo e se apaixona pela domadora de cavalos Marlena (Reese Witherspoon), que é casada com o dono do circo, August (Christoph Waltz).
    O filme tem inspiração (ou copia, quem sabe) de várias outras obras: um visual alla ''Moulin Rouge'', uma subtrama alla ''Dumbo'' e um amor impossível bem clichê, visto em tantas outras obras. Raramente alguma coisa funciona ou é particularmente bom. A sensação de déjà-vu permeia o filme de Francis Lawrence (de ''Eu Sou a Lenda'') e o roteiro não é bom, atropelando situações e destruindo a beleza visual de algumas cenas, ao se pensar que os motivos para que elas ocorram são risíveis.
Nota: 4/10






1. A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood, 2011)

    Catherine Hardwicke, bebendo da fonte ''Crepúsculo'' e adicionando a história clássica da Chapeuzinho Vermelho (coitada dela, mencionada nisso...), conta a história de uma pequena vila amaldiçoada por um lobisomem, que tem um interesse particular em Valerie (Amanda Seyfried). Daí começa a caçada para descobrir quem ele é.
    O roteiro até tenta se inspirar em Agatha Christie, mas o tiro sai pela culatra. O mistério é mal-desenvolvido, com sequências ridículas, como os closes nos olhos castanhos de todos os homens próximos a Valerie, cor esta que era a mesma dos olhos do lobisomem. Entretanto o pior de tudo é: você ri do lobisomem! Em certo momento, ao invés de atacar a sua vítima, ele simplesmente começa a conversar com ela! Só faltou convidar para um chá... Enfim, péssimo. Isso que nem citei a revelação final...
Nota: 1/10

Lista - Os Melhores Filmes Lançados no Brasil em 2011

10. Reencontrando a Felicidade (Rabbit Hole, 2010)

    O filme, que possui esse péssimo título nacional, fala de um casal que tenta superar a tragédia da perda do filho. O longa retrata o luto, obviamente, o que não é exatamente um tema fácil e acerta no ponto. Nicole Kidman, como a mãe, está linda e excelente. Aaron Eckhart é o pai e está eficiente como sempre.
    As emoções sentidas pelo público são puras e genuínas, em um filme que se teve uma concepção bela, teve também sua parte ''prática'' bem realizada.

Nota: 8/10










9. X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class, 2011)

    O novo longa sobre os X-Men mostra a origem da rivalidade entre o Professor X, na época ainda Charles Xavier (James McAvoy), e Magneto, Erick Lensherr (Michael Fassbender). Jovens, ambos ainda exploravam primariamente seus poderes, porém já têm de salvar o mundo de uma guerra iminente.
    A eficiente direção de Matthew Vaughn (''Kick-Ass'') se alia a um roteiro que tem como qualidade principal uma humanização dos mutantes e de seus poderes muito além do que já havia sido visto na trilogia de Brian Singer. Esse ponto positivo é explorado ainda mais devido às ótimas interpretações, principalmente Fassbender. Mais um bom filme da safra ''entretenimento + inteligência'' que (felizmente) tomou conta da Hollywood atual.
Nota: 8/10






8. Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, 2011)

    Crítica aqui.
Nota: 8/10


















7. Cópia Fiel (Copie Conforme, 2010)

    A sinopse é simples: um escritor inglês (William Shimell), na Itália para divulgar seu novo livro, encontra uma mulher francesa (Juliette Binoche, excelente) e viaja com ela para San Gimignano.
    Mas o que vinha por aí era bem maior e, se no começo do filme, cópia e peça original são colocadas em uma ótima discussão, tudo se transforma aos poucos (e lindamente) em uma complexa obra sobre a vida como ela é, como queremos que ela seja e como a vemos. E toda essa problemática foi muito bem guiada por Kiarostami.   
Nota: 8/10










6. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte II (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part II, 2011)

    Crítica aqui.
Nota: 8/10



















5. Tudo Pelo Poder (The Ides of March, 2011)

    Crítica aqui.
Nota: 8/10



















4. A Pele que Habito (La Piel que Habito, 2011)

    A nova obra de Pedro Almodóvar fala do Dr. Richard Ledgard (Antonio Banderas), uma espécie de Dr. Frankenstein, que teve como meta de vida criar uma pele que fosse capaz de evitar a morte de sua esposa, num acidente de carro. Em meio à isso, também busca vingança contra o homem que violentou sua filha.
    Os toques de originalidade, a bela construção típica do diretor e os ares noir que o filme remete são os destaques numa obra bem roteirizada e bem dirigida. A trama é surpreendente e ''estranha'', o que poderia acabar se tornando um óbstaculo, não fosse o talento de diretor em questão. Boa participação de Elena Anaya. 
Nota: 8/10






3. Em um Mundo Melhor (Hævnen, 2010)

    O filme se concentra na história de Christian (William Jøhnk Nielsen, grande destaque) que acaba de perder a mãe e se muda para a casa do pai. Na nova escola, conhece e se torna amigo de Elias, um menino que sofre bullying lá. Também se afeiçoa ao pai do garoto, que faz trabalho voluntário em um pequeno povoado na África, como médico, e que está no meio de uma crise em seu casamento. 
    Os personagens são muito bem construídos, nenhuma de suas ações soa falsa. Tudo é perfeitamente palpável e esse é o grande mérito da obra de Susanne Bier.
    A trama africana parece deslocada, mas com um conjunto tão maravilhosamente belo, sinceramente, quem liga? 
Nota: 9/10






2. Melancolia (Melancholia, 2011)

    Depois escrevo uma crítica para esse aqui.
Nota: 9/10


















1. Cisne Negro (Black Swan, 2010)

    Para esse, também explicações depois.
Nota: 10/10

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Novidades da Semana (21/12 - 27/12)

    Mais uma semana se passou, e essa seção de posts está de volta. Como já era esperado, não aconteceu muita coisa durante essa semana devido ao Natal e à proximidade do Ano Novo. Então, lá vai...


    TRAILERS


    Nessa semana foram liberados dois trailers que eu achei interessante mostrar: o de ''The Impossible'' e o de ''Anjos da Noite: O Despertar''. O primeiro, é um drama espanhol (mas que conta com a linda da Naomi Watts) sobre a história de uma família em férias na Tailândia, em 2004, presenciando um tsunami (baseado em fatos reais). O segundo, é o quarto filme dessa série sobre vampiros e lobisomens, que se já cansou muitos (como eu), parece ainda ter seus fãs por aí.


                                               Trailer - ''The Impossible''


                                      Trailer - ''Anjos da Noite: O Despertar''


    IMAGENS


    Foram divulgadas também algumas imagens da nova produção dos irmãos Wachowski (de ''Matrix'' e ''V de Vingança''), a ficção científica ''Cloud Atlas''. Tom Hanks, Halle Berry, Hugh Grant, Susan Sarandon e Jim Broadbent fazem parte do elenco.
    Ambas as imagens são uma visão da cidade de Seul, na Coreia do Sul, no ano de 2144.





    BILHETERIAS (EUA)


    Nas bilheterias norte-americanas, como esperado, a liderança ficou com o novo filme da franquia ''Missão: Impossível'' (crítica aqui). Nos segundo e terceiro lugares, ficaram ''Sherlock Holmes 2'' e ''Alvin e os Esquilos 3''. Já as estreias da semana, só aparecem depois do quarto lugar, com o novo filme David Fincher arrecadando um valor baixo já esperado pelo conteúdo adulto do filme; em seguida, a surpresa, o filme de Steven Spielberg sobre Tintim com uma abertura decepcionante.
    O filme ''Compramos um Zoológico'' foi mais uma das estreias e ficou na sexta posição. Os demais já figuravam nas listas das semanas anteriores.






1 - Missão: Impossível – Protocolo Fantasma - $ 26.535.000 (arrecadação total: $ 58.970.000)
2 – Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras - $ 17.800.000 ($ 76.554.000)
3 – Alvin e os Esquilos 3 - $ 13.325.000 ($ 50.265.000)
4 – Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres - $ 13.000.000 ($ 21.400.000)
5 – As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne - $ 9.125.000 ($ 17.132.000)
6 – Compramos um Zoológico - $ 7.800.000 ($ 7.800.000)
7 – Noite de Ano Novo - $ 3.005.000 ($ 32.342.000)
8 – Operação Presente - $ 2.700.000 ($ 44.200.000)
9 – A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 – $ 2.100.000 ($ 270.900.000)
10 – A Invenção de Hugo Cabret - $ 2.025.000 ($ 43.652.000)


    LISTA - MAIORES FRACASSOS DE 2011

    Fim de ano, você já sabe, listas e mais listas sobre os filmes do ano. Nessa semana o Hollywood Reporter divulgou uma bem interessante, sobre os  fracassos de bilheteria do ano.
    É importante lembrar que para um filme ''se pagar'', ele precisa arrecadar no mínimo o dobro de seu orçamento, já que metade dos valores arrecadados no cinema fica com a rede distribuidora (Cinemark etc.). Além disso, há o valor gasto em marketing, não incluído no orçamento. Os dez mais:


1- ''Marte Precisa de Mães'' - Orçamento: US$ 150 milhões; Arrecadação: US$ 39 milhões (Zemeckis, volte para o live-action)

2- ''The Big Year'' - Orçamento: US$ 41 milhões; Arrecadação: US$ 7,4 milhões 

3- ''Diário de Um Jornalista Bêbado'' - Orçamento: US$ 45 milhões; Arrecadação: US$ 21,6 milhões  (Depp, cuide melhor da sua carreira)

4- ''Anônimo'' - Orçamento: US$ 30 milhões; Arrecadação: US$ 14 milhões

5- ''Conan - O Bárbaro'' - Orçamento: US$ 90 milhões; Arrecadação: US$ 48,8 milhões

6- ''Happy Feet 2'' - Orçamento: US$ 135 milhões; Arrecadação: US$ 115 milhões

7- ''Lanterna Verde'' - Orçamento: US$ 200 milhões; Arrecadação: US$ 219 milhões

8- ''Cowboys & Aliens'' - Orçamento: US$ 163 milhões; Arrecadação: US$ 178,8 milhões

9- ''Sucker Punch - Mundo Surreal'' - Orçamento: US$ 82 milhões; Arrecadação: US$ 89, 8 milhões

10- ''Arthur - O Milionário Irresistível'' - Orçamento: US$ 40 milhões; Arrecadação: US$ 45,7 milhões

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Crítica - Tudo Pelo Poder



    George Clooney é conhecidíssimo entre o público pelo seu lado ator, com participações por exemplo na série ''ER'' e no filme ''Onze Homens e um Segredo''. Entretanto, ele também dá as cartas como diretor (e roteirista) de tempos em tempos, realizando, por exemplo, o bom ''Boa Noite e Boa Sorte'', em 2005. Seu último filme como diretor, ''O Amor Não Tem Regras'', pode ter sido fraco, todavia ele parece ter voltado à qualidade com ''Tudo Pelo Poder'' (e também às indicações a premiações, como pelo filme de 2005).


    O cenário dessa vez é a política norte-americana, que se nunca deixa de ser exatamente ''atual'', se mostra mais importante nos últimos tempos devido à crise econômica. O ponto de vista é o do jovem assessor de imprensa Stephen Myers (Ryan Gosling), que trabalha para um dos candidatos democratas à presidência, Mike Morris (George Clooney). Stephen não só promove a campanha de Mike, como também acredita que certamente ele, caso eleito, mudará o seu país para melhor: além de funcionário, é, portanto, um eleitor esperançoso do candidato.


    Porém, toda essa crença de Stephen se desconstrói aos poucos, enquanto ele vai descobrindo os planos de seu candidato (e de seu adversário), além das próprias armações existentes dentro do comitê de Mike. Uma das coisas que diferencia o filme é que ele mostra o embate entre dois candidatos democratas durante a prévia de seu partido para a presidência. A teórica unidade política que deveria existir é praticamente nula, se assemelhando ao conflito contra os rivais republicanos. Não que isso seja exatamente original ou desconhecido do público, mas faz pensar: se há tudo isso durante prévias partidárias, quão sujos são os bastidores do duelo principal pela presidência?


    As armadilhas estão por toda parte, dentro da sua candidatura, da rival, colocadas pela imprensa... E Stephen, mesmo não sendo ingênuo, parecia acreditar que não andava em um campo tão espinhoso: mesmo estrategista, não deixava de ser um gentleman e sincero (Morris perguntar suas chances em certo estado a ele, e não a outro assistente superior, por saber que ele diria quais eram elas exatamente, ilustra bem). Se no começo do filme essa era a sua diferença em relação ao personagem de Philip Seymour Hoffman, Paul Zara, também assistente de Morris; as suas semelhanças com o tal parecem se realçar a cada minuto passado do longa. Isso para não compará-lo a Tom Duffy, interpretado por Paul Giamatti, estrategista do candidato adversário.


    Por falar em tantos atores, as interpretações, de modo geral, estão ótimas. Philip Seymour Hoffman é um grande ator, e mostra isso aqui também; Paul Giamatti, idem; George Clooney dá o charme necessário ao seu candidato Morris, bem correto; Evan Rachel Wood dá veracidade à sua personagem, a estagiária Molly; e Marisa Tomei é eficiente como a jornalista Ida. Entretanto, o grande destaque é Ryan Gosling, que leva o difícil personagem Stephen muito bem, levando a desconstrução dele a um nível ainda mais forte.


    O roteiro escrito por Grant Heslov e Clooney é maravilhoso, cheio de camadas e de críticas, desde as mais básicas e visíveis colocadas na trama central, até as que para melhor entendimento é necessário saber um pouco sobre política americana, como a sub-trama da personagem Molly: muito importante para a história e sua resolução, mas que pode parecer superficial para quem não sabe o ponto de vista democrata para o que estava ocorrendo. A direção de Clooney também é segura, guardando algumas sequências belíssimas e tomadas eficazes.


    Um filme corretíssimo, aparentemente merecedor das quatro indicações ao Globo de Ouro e de seu certo favoritismo a algumas também no Oscar (Ryan Gosling, por favor!). Um retrato interessante, poderoso e eficaz da política e que parece que elevará Clooney à promissor diretor novamente.         Nota: 8/10


 P.S.: Para quem gosta da série ''24 Horas'', uma participação especial de Gregory Itzin (o Charles Logan do seriado) é mais do que especial e ''irônica''. 

Crítica - Missão: Impossível - Protocolo Fantasma

    A série ''Missão: Impossível'' pode se orgulhar de, mesmo após quatro filmes, não ter perdido qualidade na maioria deles. Isso porque o original, dirigido por Brian DePalma (de ''Scarface'' e ''Carrie - A Estranha''), é um ótimo filme de ação abrilhantado pelo talento do diretor; o segundo de John Woo (de ''Bala na Cabeça''), mesmo que o mais fraco, ainda mantém força em divertir; já o terceiro, dirigido por J. J. Abrams (de ''Star Trek'' e da série ''Lost''), guarda suas qualidades por ter o melhor roteiro de todos, mantendo a contínua diversão. Todo esse sucesso pode ser explicado pelos bons diretores que por ela passaram, principalmente DePalma e Abrams, e eles ganharam uma companhia no mínimo interessante: Brad Bird (de ''Os Incríveis'' e ''Ratatouille'').


    O diretor, vencedor de dois Oscars, fez o caminho contrário de Robert Zemeckis (de ''Forrest Gump'') e deixou o campo das animações para se aventurar em seu primeiro live-action. E mostrou ter talento ao fazer ótimas sequências em cenas de ação e de tensão, sendo que a melhor delas fica à cargo de quando Ethan Hunt está escalando o Burj Khalifa, o maior prédio do mundo, um momento que no mínimo causa vertigem. 


    A história é a seguinte: o agente da IMF Ethan Hunt (Tom Cruise) cai em uma armadilha e é acusado de bombardear o Kremlin (sede do governo russo), e por isso é desautorizado pelo governo norte-americano, como toda a agência, após o presidente emitir o tal do ''Protocolo Fantasma''. Só que Ethan, mesmo com apoio de apenas outros três agentes fugitivos, precisa impedir que um extremista inicie uma série de movimentos que culminaria numa Guerra Nuclear. Esse roteiro, assinado por Josh Appelbaum e André Nemec, delimita a qualidade do filme quase que totalmente.


    A megalomania e furos da história (e a falta de ''choque de realidade'' em sua criação) fazem com que o filme nunca chegue a brilhar (e até fazer sentido) constantemente, o que apenas ocorre durante algumas cenas de ação (a maioria delas na parte de Dubai, ou seja, no meio do filme) e quando os tecnológicos instrumentos da equipe de Ethan entram em campo (um deles, usado no Kremlin, é divertidíssimo). Todos esses bons momentos também só aparecem devido à direção de Brad Bird, à eficiente montagem de Paul Hirsch e aos bons atores. Vamos falar sobre eles.


    Tom Cruise volta ao seu personagem dos filmes anteriores ainda mais carismático, Jeremy Renner surpreende (ainda mais a mim, que não gosto dele) com uma boa atuação, sem canastrice, e o humorista Simon Pegg também está eficiente; as piadas do roteiro apenas funcionam, na maioria das vezes, por causa desses três (e é importante lembrar que a maioria dos momentos de humor foram muito bem bolados, nada forçados). Paula Patton, a última integrante do quarteto, não convence por inteiro, tal qual o vilão de Michael Nyqvist.


    A conhecidíssima trilha está lá, presente nos momentos mais importantes, e os efeitos visuais são bons; destaques de uma boa parte técnica. E é isso que o filme é: divertido e emocionante nas cenas de ação, entretanto banal em sua história principal, que está ali apenas para que as boas sequências aconteçam. Para os próximos filmes, melhores roteiristas podem elevar a série ao um nível mais alto. Nota: 7/10