Vamos treinar o veneno e nos divertir com a lista dos piores filmes lançados no Brasil em 2013. Sempre importante lembrar que eu raramente assisto a longas massacrados pela crítica e público, logo não fique esperando "Todo Mundo em Pânico 5" e afins por aqui.
10. "O Homem de Aço"
Da mesma forma que vários fracassos da Marvel ("Capitão América: O Primeiro Vingador", "Homem de Ferro 3"...) comprovaram o problema da "linha cinematográfica" seguida pelos seus filmes - mais voltados para a diversão -; "O Homem de Aço" exemplifica o lado negativo da seriedade que vem sendo implantada nos filmes da DC, via Christopher Nolan. A direção de Zack Snyder ("300") é absolutamente irritante, com uma câmera trêmula aliada a uma montagem cheia de cortes secos.
O roteiro é raso como uma colher de chá - apesar de tentar a todo custo demonstrar o contrário - e possui diversos problemas estruturais. Henry Cavill também não convence como o Homem de Aço (mas, a essa altura, qualquer coisa é melhor que Brandon Routh, do filme de 2005). Além disso, se a direção de Snyder já não ajuda, os efeitos especiais muito duvidosos - CGI over notável - atrapalham ainda mais as cenas de ação. E aí, sobra o quê para salvar?
Nota 4/10
9. "Elysium"
Muito se esperava do retorno de Neill Blomkamp à direção após o sucesso - e qualidade - de seu longa de estreia, "Distrito 9". "Elysium" parte de uma linha narrativa bem semelhante à do seu anterior sucesso: ficção científica com subtexto político-social. Em 2159, o planeta Terra virou um grande "lixão" onde apenas os mais pobres continuam vivendo, já os mais ricos moram em Elysium, uma estação especial mega desenvolvida.
A trama, então, se desenvolve em torno de discussões atuais como imigração ilegal, subdesenvolvimento e serviços públicos precários. No entanto, distancia-se de "Distrito 9" por fazê-lo de forma absolutamente convencional e clichê, num simplório maniqueísmo de Bem contra o Mal.
Além disso, não se aprofunda em quase nada do que propõe discutir, se entregando rapidamente às cenas de explosões e correria. De positivo, a boa estreia de Wagner Moura em Hollywood e os efeitos especiais competentes.
Nota 4/10
8. "Turbo"
É sintomática a sensação de que as animações americanas vêm decaindo em qualidade nos últimos anos. Após uma década de 2000 com lançamentos como "WALL-E", "Shrek", "Procurando Nemo" e "Monstros S.A."; o início da década de 2010 começou promissor com "Up - Altas Aventuras", "Coraline e o Mundo Secreto", "Toy Story 3" e "Como Treinar Seu Dragão". Porém os últimos três anos foram de absoluta mediocridade.
"Turbo" se encaixa perfeitamente nesta situação. É um filme bobinho e inofensivo, que em outros anos certamente seria lançado diretamente em DVD. Nele, o personagem-título, Turbo, é um caracol que sonha em ser o mais rápido do mundo. E é isso, acho que não precisa falar mais nada, né, galerinha? Tá difícil.
Nota 4/10
7. "Diana"
De candidato às premiações até se tornar uma das "bombas" do ano. De ter Naomi Watts como cotada ao Oscar de Melhor Atriz até esta ser indicada ao Framboesa de Ouro (em que se leve em conta, claro, a irrelevância do prêmio e os vários motivos pelos quais a atriz não deveria ter sido indicada). "Diana" foi uma absoluta decepção geral. O filme conta os últimos anos de vida da princesa... bem, na verdade, "conta".
O diretor Oliver Hirschbiegel ("A Queda! As Últimas Horas de Hitler") e seu roteirista Stephen Jeffreys praticamente fazem uma livre adaptação da vida de Diana, sustentando-se majoritariamente em rumores e exageros. Aqui, a princesa está mais para princesa da Disney - bondosa, apaixonada, inocente e que faz de tudo pelo "Príncipe Encantado". Por fim, se torna um filme irritante - por mostrar algo que obviamente não foi real -, inofensivo - pois duvido que alguém ainda lembre que este filme existe - e desnecessário.
Nota 4/10
6. "A Morte do Demônio"
Não dá para começar a falar deste filme sem mencionar este pôster babaca. Mas é muita ousadia - para não dizer estupidez - se autodenominar o filme mais aterrorizante de todos, né, Brasil? Enfim, idiotices propagandísticas a parte, "A Morte do Demônio" é um remake do clássico homônimo de 1981, que inclusive é produzido pelo seu diretor original, Sam Raimi (de "Homem-Aranha"). O cineasta entrega à direção deste remake ao estreante Fede Alvarez, que também faz o trabalho de co-roteirista.
A história se manteve a mesma: uma jovem que viaja com seu irmão e amigos para uma cabana no meio do nada, lá eles encontram um livro antigo e blá, blá, blá. É até admirável que Alvarez tenha decidido criar um ambiente totalmente distinto do filme original: no lugar do terror próximo da comédia, um longa que absolutamente tentar ser levado a sério.
Seria, de fato, uma boa saída se "A Morte do Demônio" servisse como filme de terror. Mas, na verdade, é um filme totalmente convencional, com personagens toscos e esquecíveis, excesso de sangue pirotécnico e gratuito, roteiro furado e nada a acrescentar ao gênero.
Nota 4/10
5. "Mama"
De novo com um filme de terror aqui na lista. E mais um daqueles que tenta trazer público a partir do nome de seu produtor - e não diretor -. Com certeza, 90% das pessoas que foram ver este filme pensaram se tratar de um longa dirigido por Guillermo Del Toro (de "O Labirinto do Fauno"). O mexicano apenas produziu "Mama", que foi dirigido por Andres Muschietti.
Baseado num curta do próprio Muschietti, o filme conta a história de Annabel (Jessica Chastain, de "A Hora Mais Escura") e Lucas (Nikolaj Coster-Waldau, de "Oblivion") são tios de duas meninas órfãs que, após cinco anos desaparecidas, foram encontradas numa floresta e agora ficam sob a guarda deles. A personagem-título, Mama, é um espírito-entidade-amigo imaginário das meninas com a qual elas conversam frequentemente.
É um ponto de partida que, apesar de convencional, até poderia trazer algo de interessante - o gênero terror, na verdade, vive de suas próprias reinvenções diante do clichê -, mas nada disso acontece. Passado seu prólogo, em momento algum o filme consegue assustar ou manter seu espectador tenso, até que, no seu terceiro ato, tudo desanda no tosco e no riso involuntário.
Nota: 4/10
4. "Os Amantes Passageiros"
Pedro Almodóvar talvez tenha feito seu pior filme (não posso afirmar com certeza, posto que não terminei de ver toda sua filmografia). Só com muito esforço para alcançar algo mais problemático que "Os Amantes Passageiros". A história se passa dentro de um avião em pane, impossibilitado de pousar em segurança. O avião, na verdade, se comporta como uma metáfora para a crise econômica espanhola.
Os passageiros da classe econômica - o povo - dopados em sono profundo; uma primeira classe transloucada - os ricos -; e uma tripulação que esconde o verdadeiro problema com o avião - o governo -. Entretanto, a metáfora não sustenta o filme. Almodóvar realiza um longa cheio de excessos, piadas fracas e ritmo problemático. Um filme menor. Minúsculo.
Nota 3/10
3. "Meu Malvado Favorito 2"
Olha, sinceramente, tem hora que não sei o que passa na cabeça de algumas pessoas. Como é possível achar "Meu Malvado Favorito 2" e seu antecessor bons filmes?! São basicamente várias esquetes engraçadinhas, fofinhas e com limite de idade para menores de dez anos; que roteiristas e diretores remendam até que forme um todo de noventa minutos com um mínimo de coesão.
Praticamente um arremedo de tudo que já se fez e se cansou de fazer no humor e nas animações, requentado e sem personalidade. E que não cheguem perto de mim com essa coisinha chamada "Minions" que pretendem lançar neste ano.
Nota 3/10
2. "O Mordomo da Casa Branca"
Alguém lembra quando "O Mordomo da Casa Branca" era favorito para o Oscar deste ano? Quando Oprah Winfrey era aposta fácil como Melhor Atriz Coadjuvante? Ainda bem que esses tempos passaram e os votantes conseguiram escapar da verdadeira armadilha que Lee Daniels (de "Preciosa"), o diretor desta bobagem, armou para eles.
O filme retrata a história de Cecil Gaines (Forest Whitaker, de "O Último Rei da Escócia"), um mordomo que trabalhou na Casa Branca durante trinta e quatro anos, passando por oito presidentes diferentes. Na verdade, muito mais do que isso, o longa se propõe como uma análise da situação dos negros durante esse período (1952-1986), em contraste com a politicagem observada por Cecil dentro da Casa Branca. Porém não entrega nada do que propõe.
Lee Daniels entrega uma trama extremamente superficial, que não faz questão nenhuma de se aprofundar nos dramas ali retratados - uma versão light e razoavelmente feel good (como o fraco "Histórias Cruzadas") para o grande público -, e, além disso, é apenas propaganda democrata e pró-Obama sem nenhum pudor. Minha única lembrança de "O Mordomo da Casa Branca" será o verdadeiro desfile de atores famosos com cenas de nem dois minutos, como Jane Fonda, Robin Williams, Alan Rickman, John Cusack, Liev Schreiber, Vanessa Redgrave, Melissa Leo e até Mariah Carey que sequer completa alguma frase.
Nota 3/10
1. "Uma Noite de Crime"
Chegamos ao grande vencedor. Aquele que conseguiu o inacreditável. Aquele que conseguiu jogar um argumento interessantíssimo na lata do lixo. Do lixo tóxico, inclusive. Lixo tóxico de usina nuclear, sendo bem claro. A história é bem atraente: o governo americano sancionou uma lei que cria um período anual de doze horas em que qualquer crime se torna legal - assassinato, invasão de domicílio, roubo etc -.
O longa enfoca, então, numa família que, quando seu filho abre a porta de sua casa para um estranho entrar durante essas horas, se coloca com alvo de um grupo de assassinos. James DeMonaco, seu diretor e roteirista, se mostra absolutamente incapaz de criar qualquer tensão durante o longa, mesmo quando a casa é, enfim, invadida e fica praticamente cada um por si em busca da sobrevivência.
As interpretações, então, são o absurdo do absurdo. Lena Headey ("Game of Thrones"), a intéprete de Mary - a matriarca da família - está o cúmulo do constrangimento, numa das piores interpretações dos últimos tempos. E os "vilões" estão absolutamente risíveis, criando uma verdadeira competição de canastrice. Isso para não falar daquele "plot twist" no fim, que me deu vontade de desaparecer de tanta vergonha alheia.
Nota 1/10
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Análise - Resoluções de 2013
Se é bem verdade que 2013 foi um ótimo ano para o cinema - a safra de filmes foi bem melhor que a de 2012, por exemplo -, com certeza isso não ocorreu por causa dos longas que listei aqui no ano passado como os que mais estava ansioso para assistir no ano que passou. Vem comigo dar uma olhada no que eu achei dos filmes:
10. "Guerra Mundial Z"
"Guerra Mundial Z" nem merece pertencer ao subgênero "filme de zumbi" - só a ausência quase total de sangue já o impede -. Na verdade, nada mais é do que um filme de ação em que os "inimigos" são os mortos-vivos. Há quem diga que este é o novo rumo do subgênero no século XXI, espero que roteiristas e diretores notem que não é por aí o quanto antes, então. O filme até é competente, principalmente em seu início. O prólogo, que mostra o início da infecção do vírus, é interessante e bem realizado. Entretanto, este o único momento de frescor do longa. O que se sucede nada mais é do que todos os clichês do gênero empilhados, numa abordagem absolutamente convencional. É um filme que não toma riscos narrativos ou técnicos, cumprindo apenas seu papel: um bom filme de ação que estabelece muito bem um clima de urgência e adrenalina. E nada mais.
Nota 6/10
9. "O Homem de Aço"
Da mesma forma que vários fracassos da Marvel ("Capitão América: O Primeiro Vingador", "Homem de Ferro 3"...) comprovaram o problema da "linha cinematográfica" seguida pelos seus filmes - mais voltados para a diversão -; "O Homem de Aço" exemplifica o lado negativo da seriedade que vem sendo implantada nos filmes da DC, via Christopher Nolan. A direção de Zack Snyder é absolutamente irritante, com uma câmera trêmula aliada a uma montagem cheia de cortes secos. O roteiro é raso como uma colher de chá - apesar de tentar a todo custo demonstrar o contrário - e possui diversos problemas estruturais. Henry Cavill também não convence como o Homem de Aço (mas, a essa altura, qualquer coisa é melhor que Brandon Routh, do filme de 2005). Além disso, se a direção de Snyder já não ajuda, os efeitos especiais muito duvidosos - CGI over notável - atrapalham ainda mais as cenas de ação. E aí, sobra o quê para salvar?
Nota 4/10
8. "Diana"
De candidato às premiações até se tornar uma das "bombas" do ano. De ter Naomi Watts como cotada ao Oscar de Melhor Atriz até esta ser indicada ao Framboesa de Ouro (em que se leve em conta, claro, a irrelevância do prêmio e os vários motivos pelos quais a atriz não deveria ter sido indicada). "Diana" foi uma absoluta decepção geral. Muitos desistiram do longa - como eu - que só o assisti para fechar este post. O filme conta os últimos anos de vida da princesa... bem, na verdade, "conta". O diretor Oliver Hirschbiegel e seu roteirista Stephen Jeffreys praticamente fazem uma livre adaptação da vida de Diana, sustentando-se majoritariamente em rumores e exageros. Aqui, a princesa está mais para princesa da Disney - bondosa, apaixonada, inocente e que faz de tudo pelo "Príncipe Encantado". Por fim, se torna um filme irritante - por mostrar algo que obviamente não foi real -, inofensivo - pois duvido que alguém ainda lembre que este filme existe - e desnecessário.
Nota 4/10
7. "Amor Pleno"
Terrence Malick é um diretor difícil. A experiência de assistir a seus filmes demanda boa vontade, concentração total e atenção aos detalhes, para dizer o mínimo. Em "Amor Pleno", o diretor manteve muito da estrutura de seu filme anterior, o indicado ao Oscar "A Árvore da Vida", mas a qualidade ficou abaixo. Estão ali presentes a belíssima fotografia e o ótimo trabalho de direção, mas tanto no roteiro quanto na realização, os problemas ficaram maiores. O que em "A Árvore da Vida" já não funcionava muito bem, aqui se expande - e muito. O roteiro, que aborda o amor e suas formas, não resulta tão completo e profundo como em seu filme anterior. Desta forma, mesmo as belas imagens que aparecem na tela não alcançam seu potencial e soam redundantes e deslocadas. As quase duas horas de filme se tornam maçantes, cansativas e intermináveis. Uma decepção.
Nota 5/10.
6. "Os Amantes Passageiros"
Pedro Almodóvar talvez tenha feito seu pior filme (não posso afirmar com certeza, posto que não terminei de ver toda sua filmografia). Só com muito esforço para alcançar algo mais problemático que "Os Amantes Passageiros". A história se passa dentro de um avião em pane, impossibilitado de pousar em segurança. O avião, na verdade, se comporta como uma metáfora para a crise econômica espanhola. Os passageiros da classe econômica - o povo - dopados em sono profundo; uma primeira classe transloucada - os ricos -; e uma tripulação que esconde o verdadeiro problema com o avião - o governo -. Entretanto, a metáfora não sustenta o filme. Almodóvar realiza um longa cheio de excessos, piadas fracas e ritmo problemático. Um filme menor. Minúsculo.
Nota: 3/10
5. "O Lobo de Wall Street" (não foi lançado)
O ano de 2013 também serviu para mostrar - mais uma vez - como a distribuição brasileira de filmes é ruim. O filme de Martin Scorsese só estreará por aqui no dia 24 de janeiro - um mês após a estreia americana e atrasado até em relação aos nossos vizinhos latinos. Portanto, fiquei sem ver o filme até a data da publicação desta lista. Quando o filme estrear, escrevo uma crítica sobre ele aqui no blog (se os deuses e astros estiverem favoráveis à minha boa vontade).
4. "Sin City: A Dame to Kill For" (não foi lançado)
Filme foi adiado para 2014. :(
3. "O Grande Gatsby"
Baz Luhrmann despontou para o conhecimento do mundo com o seu segundo longa "Romeu + Julieta", uma versão moderna do clássico de Shakespeare; mas foi com "Moulin Rouge - Amor em Vermelho" que o diretor australiano atraiu a atenção de público e crítica. Isso, de certa forma, foi sua glória e sua queda. Se o musical é, de fato, um grande filme; após ele, Luhrmann não conseguiu criar algo que chegasse aos seus pés. "Austrália" foi um grande fracasso e "O Grande Gatsby" não deixou de ser uma decepção. O diretor parece tentar recriar a qualquer custo o longa de 2001 e repetir seu sucesso. A primeira metade do filme é um festival de afetação e exagero - quase insuportável (tal qual seus personagens). Na segunda, o filme entra nos eixos, os personagens se desenvolvem e a história ganha, enfim, alguma profundidade. Tecnicamente, claro, é um filme belíssimo (fotografia, direção de arte e figurino); mas Luhrmann acaba por criar uma armadilha para si mesmo.
Nota: 6/10
2. "Machete Mata"
Crítica para o filme, no blog, aqui.
1. "Ninfomaníaca - Volume 1"
O novo filme de Lars Von Trier passou por diversos entraves em seus bastidores e, por fim, o diretor dinamarquês teve de aceitar as imposições de seus produtores: seu filme sobre uma viciada em sexo passou por uma censura prévia e foi dividido em duas partes (a segunda será lançada no Brasil em março, segundo a distribuidora). De 5h30, o filme passou para dois volumes de 2h cada um. O primeiro volume, que estreou no começo deste ano, se trata evidentemente de uma obra incompleta. A protagonista, Joe, ainda é uma jovem e é interpretada por Stacy Martin - que está muito bem, inclusive. Charlotte Gainsbourg (de "Melancolia") aparece aqui apenas como uma narradora. Apesar disso, este "primeiro ato" de "Ninfomaníaca" é um filme eficiente - na verdade, não se trata de um filme sobre sexo, mas sim, um estudo de personagem. Os destaques do longa ficam, com certeza, para a sempre bela direção de fotografia de Manuel Alberto Claro e para Uma Thurman - em chamas - que protagoniza o melhor momento do filme. Semana que vem posto uma crítica do filme, stay tuned.
Nota: 8/10
10. "Guerra Mundial Z"
"Guerra Mundial Z" nem merece pertencer ao subgênero "filme de zumbi" - só a ausência quase total de sangue já o impede -. Na verdade, nada mais é do que um filme de ação em que os "inimigos" são os mortos-vivos. Há quem diga que este é o novo rumo do subgênero no século XXI, espero que roteiristas e diretores notem que não é por aí o quanto antes, então. O filme até é competente, principalmente em seu início. O prólogo, que mostra o início da infecção do vírus, é interessante e bem realizado. Entretanto, este o único momento de frescor do longa. O que se sucede nada mais é do que todos os clichês do gênero empilhados, numa abordagem absolutamente convencional. É um filme que não toma riscos narrativos ou técnicos, cumprindo apenas seu papel: um bom filme de ação que estabelece muito bem um clima de urgência e adrenalina. E nada mais.
Nota 6/10
9. "O Homem de Aço"
Da mesma forma que vários fracassos da Marvel ("Capitão América: O Primeiro Vingador", "Homem de Ferro 3"...) comprovaram o problema da "linha cinematográfica" seguida pelos seus filmes - mais voltados para a diversão -; "O Homem de Aço" exemplifica o lado negativo da seriedade que vem sendo implantada nos filmes da DC, via Christopher Nolan. A direção de Zack Snyder é absolutamente irritante, com uma câmera trêmula aliada a uma montagem cheia de cortes secos. O roteiro é raso como uma colher de chá - apesar de tentar a todo custo demonstrar o contrário - e possui diversos problemas estruturais. Henry Cavill também não convence como o Homem de Aço (mas, a essa altura, qualquer coisa é melhor que Brandon Routh, do filme de 2005). Além disso, se a direção de Snyder já não ajuda, os efeitos especiais muito duvidosos - CGI over notável - atrapalham ainda mais as cenas de ação. E aí, sobra o quê para salvar?
Nota 4/10
8. "Diana"
De candidato às premiações até se tornar uma das "bombas" do ano. De ter Naomi Watts como cotada ao Oscar de Melhor Atriz até esta ser indicada ao Framboesa de Ouro (em que se leve em conta, claro, a irrelevância do prêmio e os vários motivos pelos quais a atriz não deveria ter sido indicada). "Diana" foi uma absoluta decepção geral. Muitos desistiram do longa - como eu - que só o assisti para fechar este post. O filme conta os últimos anos de vida da princesa... bem, na verdade, "conta". O diretor Oliver Hirschbiegel e seu roteirista Stephen Jeffreys praticamente fazem uma livre adaptação da vida de Diana, sustentando-se majoritariamente em rumores e exageros. Aqui, a princesa está mais para princesa da Disney - bondosa, apaixonada, inocente e que faz de tudo pelo "Príncipe Encantado". Por fim, se torna um filme irritante - por mostrar algo que obviamente não foi real -, inofensivo - pois duvido que alguém ainda lembre que este filme existe - e desnecessário.
Nota 4/10
7. "Amor Pleno"
Terrence Malick é um diretor difícil. A experiência de assistir a seus filmes demanda boa vontade, concentração total e atenção aos detalhes, para dizer o mínimo. Em "Amor Pleno", o diretor manteve muito da estrutura de seu filme anterior, o indicado ao Oscar "A Árvore da Vida", mas a qualidade ficou abaixo. Estão ali presentes a belíssima fotografia e o ótimo trabalho de direção, mas tanto no roteiro quanto na realização, os problemas ficaram maiores. O que em "A Árvore da Vida" já não funcionava muito bem, aqui se expande - e muito. O roteiro, que aborda o amor e suas formas, não resulta tão completo e profundo como em seu filme anterior. Desta forma, mesmo as belas imagens que aparecem na tela não alcançam seu potencial e soam redundantes e deslocadas. As quase duas horas de filme se tornam maçantes, cansativas e intermináveis. Uma decepção.
Nota 5/10.
6. "Os Amantes Passageiros"
Pedro Almodóvar talvez tenha feito seu pior filme (não posso afirmar com certeza, posto que não terminei de ver toda sua filmografia). Só com muito esforço para alcançar algo mais problemático que "Os Amantes Passageiros". A história se passa dentro de um avião em pane, impossibilitado de pousar em segurança. O avião, na verdade, se comporta como uma metáfora para a crise econômica espanhola. Os passageiros da classe econômica - o povo - dopados em sono profundo; uma primeira classe transloucada - os ricos -; e uma tripulação que esconde o verdadeiro problema com o avião - o governo -. Entretanto, a metáfora não sustenta o filme. Almodóvar realiza um longa cheio de excessos, piadas fracas e ritmo problemático. Um filme menor. Minúsculo.
Nota: 3/10
5. "O Lobo de Wall Street" (não foi lançado)
O ano de 2013 também serviu para mostrar - mais uma vez - como a distribuição brasileira de filmes é ruim. O filme de Martin Scorsese só estreará por aqui no dia 24 de janeiro - um mês após a estreia americana e atrasado até em relação aos nossos vizinhos latinos. Portanto, fiquei sem ver o filme até a data da publicação desta lista. Quando o filme estrear, escrevo uma crítica sobre ele aqui no blog (se os deuses e astros estiverem favoráveis à minha boa vontade).
4. "Sin City: A Dame to Kill For" (não foi lançado)
Filme foi adiado para 2014. :(
3. "O Grande Gatsby"
Baz Luhrmann despontou para o conhecimento do mundo com o seu segundo longa "Romeu + Julieta", uma versão moderna do clássico de Shakespeare; mas foi com "Moulin Rouge - Amor em Vermelho" que o diretor australiano atraiu a atenção de público e crítica. Isso, de certa forma, foi sua glória e sua queda. Se o musical é, de fato, um grande filme; após ele, Luhrmann não conseguiu criar algo que chegasse aos seus pés. "Austrália" foi um grande fracasso e "O Grande Gatsby" não deixou de ser uma decepção. O diretor parece tentar recriar a qualquer custo o longa de 2001 e repetir seu sucesso. A primeira metade do filme é um festival de afetação e exagero - quase insuportável (tal qual seus personagens). Na segunda, o filme entra nos eixos, os personagens se desenvolvem e a história ganha, enfim, alguma profundidade. Tecnicamente, claro, é um filme belíssimo (fotografia, direção de arte e figurino); mas Luhrmann acaba por criar uma armadilha para si mesmo.
Nota: 6/10
2. "Machete Mata"
Crítica para o filme, no blog, aqui.
1. "Ninfomaníaca - Volume 1"
O novo filme de Lars Von Trier passou por diversos entraves em seus bastidores e, por fim, o diretor dinamarquês teve de aceitar as imposições de seus produtores: seu filme sobre uma viciada em sexo passou por uma censura prévia e foi dividido em duas partes (a segunda será lançada no Brasil em março, segundo a distribuidora). De 5h30, o filme passou para dois volumes de 2h cada um. O primeiro volume, que estreou no começo deste ano, se trata evidentemente de uma obra incompleta. A protagonista, Joe, ainda é uma jovem e é interpretada por Stacy Martin - que está muito bem, inclusive. Charlotte Gainsbourg (de "Melancolia") aparece aqui apenas como uma narradora. Apesar disso, este "primeiro ato" de "Ninfomaníaca" é um filme eficiente - na verdade, não se trata de um filme sobre sexo, mas sim, um estudo de personagem. Os destaques do longa ficam, com certeza, para a sempre bela direção de fotografia de Manuel Alberto Claro e para Uma Thurman - em chamas - que protagoniza o melhor momento do filme. Semana que vem posto uma crítica do filme, stay tuned.
Nota: 8/10
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Lista - Os Piores Filmes Lançados no Brasil em 2012
Para começar esse post: eu não saio por aí vendo qualquer porcaria! Não esperem mesmo que eu tenha gasto meu suado dinheirinho para assistir "As Aventuras de Agamenon" ou outro lixo que o valha. Na verdade, nem se fosse de graça. Então nem todos aqui são exatamente merdas colossais (mas, cuidado, fazem um pouco de mal aos olhos!)
10. MIB³ - Homens de Preto 3 (Men in Black 3, 2012)
Ok, é um filme simpático. De verdade. Tem um roteiro bem simples e comum: voltar ao passado para resolver problemas do presente. Além disso, as competentes atuações dão um quê a mais e ajudam a tornar a projeção um momento agradável.
Porém, numa análise mais fria, voltamos à dois problemas: convencional demais e com uma comédia excessivamente boba. A história não consegue animar o espectador de maneira regular, alcançando apenas alguns ápices (sobretudo quando cria laços com a realidade, usando celebridades - Andy Warhol, Lady Gaga... - e fatos - como a vitória dos Mets na World Series).
Já o humor, por muitas vezes resvala em saídas fáceis e bem "Zorra Total". Apesar disso, não deixa de ser um filme simpático - como já disse -, principalmente em seus momentos finais.
Nota: 5/10
9. Cavalo de Guerra (War Horse, 2011)
O filme é Spielberg de corpo e... não tem nada de Spielberg na alma. É um longa tecnicamente impecável (a Fotografia é maravilhosa e os efeitos especiais também) e que tenta colocar um diferente ponto de vista às guerras. Não há exatamente um personagem central, há a guerra. Sendo ela mostrada a partir do destino do tal cavalo.
Os personagens rotativos lá estão para tentar expor variadas situações típicas desse período de tormenta, entretanto eles só tentam mesmo. A proposta de discutir, observar, analisar; logo é deixada de lado para dar espaço ao sentimentalismo.
É exatamente isso que torna o filme irritante. Não que sentimentalismo seja ruim por si só, mas paciência tem limite, né?! Só faltou colocarem alguém cortando cebola na frente da poltrona do cinema...
Nota: 5/10
8. Sombras da Noite (Dark Shadows, 2012)
O trailer desse já era o prenúncio da decepção que seria: Tim Burton, menino, acorda para a vida!
A história é fraca, os momentos de comédia não são inspirados e a direção de arte, apesar de digna de elogios, convenhamos, mantém a média de sempre dos filmes de Tim Burton.
Johnny Depp mais uma vez repetindo cacoetes de outrora, cede espaço para a segura Michelle Pfeiffer tomar conta do filme. Também há de se destacar o ótimo prólogo.
Nota: 5/10
7. Paraísos Artificiais (idem, 2012)
Não dá para saber se esse filme está além da capacidade dos seus realizadores ou se, de fato, ele é só uma obra rasa e pretensiosa.
A história é comum e, a partir dela, pipocam na tela mil e uma tentativas de complicá-la, maquiá-la... enfim, "cultizá-la". Tentativas, é claro, das mais óbvias e que parecem ter sido retirada de alguma cartilha hollywoodiana tosca: narrativa não-linear, intenso uso de cores, planos não usuais e exploração dos sentidos.
Em nada disso há grande sucesso. A narrativa sem cronologia se mostra desnecessária, com a tentativa de "esconder" o final de cada segmento, embora logo no primeiro minuto já se consiga adivinhá-los. Já nas cores e planos, há de se qualificar o trabalho da Fotografia. Nas atuações, só Nathalia Dill salva.
Nota: 5/10
6. Valente (Brave, 2012)
Pixar?! Tá tudo bem por aí?! É com essa história fraca e sem sal que vocês queriam se reerguer pós-Carros 2?! Uma farofa com os segmentos típicos da Disney, só que piorada.
Lições de moral e enredo bobo se misturam à uma técnica impecável (de fato, é visualmente belíssimo); formando um híbrido que beira o insuportável. Em dado momento de sua (obrigado!) curta duração, me perguntei "é só isso?". Infantil demais, moralista demais... passa longe de lembrar Wall-E ou Up, para ficar só nos sucessos mais recentes.
Nota: 5/10
5. A Dama de Ferro (The Iron Lady, 2011)
Bom, é aquilo que todo mundo disse... Streep está soberba, a parte técnica é positiva e ainda temos um inspirado Jim Broadbent como coadjuvante. O problema é, apesar de tudo isso, o filme é ruim. Muito ruim.
O roteiro tropeça nas próprias pernas e não chega a lugar algum, tanto pelo lado biográfico, quanto pelo político. A direção de Phyllida Lloyd também ajuda: fraca e equivocada. Por fim é uma decepção que só Meryl Streep consegue salvar do total fiasco.
Nota:5/10
4. Histórias Cruzadas (The Help, 2011)
Minha crítica "feliz" e "alegre" aqui.
Nota: 5/10
3. Hotel Transilvânia (Hotel Transylvania, 2012)
Acho que tem algum problema com as animações desse ano... assim não dá. Mais uma trama boba, infantil e irritante. Bom, isso já é perceptível pela cara de abobalhado do Drácula aí no poster, né?
É um festival de piadinhas sem graça, gritaria e morais gastas. Ainda bem que não fui em quem pagou o ingresso para esse, porque seria um dinheiro muito mal gasto.
Não dá para compreender o retrocesso atual nas animações: depois de tantos sucessos que se encaixavam tanto para os adultos, quanto para as crianças; fazer longas tão fracos e segmentados é, inclusive, comercialmente inexplicável. 2013, seja melhor conosco!
Nota: 4/10
2. Atividade Paranormal 4 (Paranormal Activity 4, 2012)
Eu gosto dessa franquia. Sério. Os filmes em primeira pessoa já passam longe de serem criativos, mas conseguem causar muito mais tensão que os convencionais. Isso é um fato - e ficar batendo na tecla da "técnica batida" e "por que eles não desligam?" é estúpido. É a base do gênero, e não é isso que deve ser julgado, de modo geral.
Num filme de terror, coloco quatro bases para sustentá-lo: tensão, sustos, roteiro e atuações. Nesse quarto filme, tudo fica num nível inferior aos anteriores. Baixa tensão, sustos esparsos e com pouco sucesso, roteiro remendado e cópia estrutural do que veio antes, e atuações que não saem do mesmo.
Já tá na hora dessa série acabar. Se os anteriores colocavam elementos simples que os mantinham num mesmo nível (câmera giratória...), esse é puro fracasso.
Nota: 3/10
1. A Era do Gelo 4 (Ice Age: Continental Drift, 2012)
Nunca gostei muito de "A Era do Gelo" e não seria no quarto (!) filme que algo mudaria. Ainda mais quando ele é a reciclagem da reciclagem da reciclagem.
Não há qualquer coisa que dê identidade ao longa que apresenta todos os pecados que um filme infantil pode ter e que só se salva por apresentar um humor simples, porém eficiente.
História medíocre e mal desenvolvida, morais batidas, personagens que já perderam a graça e o segmento de Scrat, que mais parece um daqueles curtas da Pixar, só que eterno.
Já mais que passou da hora de acabar, né?
Nota: 3/10
10. MIB³ - Homens de Preto 3 (Men in Black 3, 2012)
Ok, é um filme simpático. De verdade. Tem um roteiro bem simples e comum: voltar ao passado para resolver problemas do presente. Além disso, as competentes atuações dão um quê a mais e ajudam a tornar a projeção um momento agradável.
Porém, numa análise mais fria, voltamos à dois problemas: convencional demais e com uma comédia excessivamente boba. A história não consegue animar o espectador de maneira regular, alcançando apenas alguns ápices (sobretudo quando cria laços com a realidade, usando celebridades - Andy Warhol, Lady Gaga... - e fatos - como a vitória dos Mets na World Series).
Já o humor, por muitas vezes resvala em saídas fáceis e bem "Zorra Total". Apesar disso, não deixa de ser um filme simpático - como já disse -, principalmente em seus momentos finais.
Nota: 5/10
9. Cavalo de Guerra (War Horse, 2011)
O filme é Spielberg de corpo e... não tem nada de Spielberg na alma. É um longa tecnicamente impecável (a Fotografia é maravilhosa e os efeitos especiais também) e que tenta colocar um diferente ponto de vista às guerras. Não há exatamente um personagem central, há a guerra. Sendo ela mostrada a partir do destino do tal cavalo.
Os personagens rotativos lá estão para tentar expor variadas situações típicas desse período de tormenta, entretanto eles só tentam mesmo. A proposta de discutir, observar, analisar; logo é deixada de lado para dar espaço ao sentimentalismo.
É exatamente isso que torna o filme irritante. Não que sentimentalismo seja ruim por si só, mas paciência tem limite, né?! Só faltou colocarem alguém cortando cebola na frente da poltrona do cinema...
Nota: 5/10
8. Sombras da Noite (Dark Shadows, 2012)
O trailer desse já era o prenúncio da decepção que seria: Tim Burton, menino, acorda para a vida!
A história é fraca, os momentos de comédia não são inspirados e a direção de arte, apesar de digna de elogios, convenhamos, mantém a média de sempre dos filmes de Tim Burton.
Johnny Depp mais uma vez repetindo cacoetes de outrora, cede espaço para a segura Michelle Pfeiffer tomar conta do filme. Também há de se destacar o ótimo prólogo.
Nota: 5/10
7. Paraísos Artificiais (idem, 2012)
Não dá para saber se esse filme está além da capacidade dos seus realizadores ou se, de fato, ele é só uma obra rasa e pretensiosa.
A história é comum e, a partir dela, pipocam na tela mil e uma tentativas de complicá-la, maquiá-la... enfim, "cultizá-la". Tentativas, é claro, das mais óbvias e que parecem ter sido retirada de alguma cartilha hollywoodiana tosca: narrativa não-linear, intenso uso de cores, planos não usuais e exploração dos sentidos.
Em nada disso há grande sucesso. A narrativa sem cronologia se mostra desnecessária, com a tentativa de "esconder" o final de cada segmento, embora logo no primeiro minuto já se consiga adivinhá-los. Já nas cores e planos, há de se qualificar o trabalho da Fotografia. Nas atuações, só Nathalia Dill salva.
Nota: 5/10
6. Valente (Brave, 2012)
Pixar?! Tá tudo bem por aí?! É com essa história fraca e sem sal que vocês queriam se reerguer pós-Carros 2?! Uma farofa com os segmentos típicos da Disney, só que piorada.
Lições de moral e enredo bobo se misturam à uma técnica impecável (de fato, é visualmente belíssimo); formando um híbrido que beira o insuportável. Em dado momento de sua (obrigado!) curta duração, me perguntei "é só isso?". Infantil demais, moralista demais... passa longe de lembrar Wall-E ou Up, para ficar só nos sucessos mais recentes.
Nota: 5/10
5. A Dama de Ferro (The Iron Lady, 2011)
Bom, é aquilo que todo mundo disse... Streep está soberba, a parte técnica é positiva e ainda temos um inspirado Jim Broadbent como coadjuvante. O problema é, apesar de tudo isso, o filme é ruim. Muito ruim.
O roteiro tropeça nas próprias pernas e não chega a lugar algum, tanto pelo lado biográfico, quanto pelo político. A direção de Phyllida Lloyd também ajuda: fraca e equivocada. Por fim é uma decepção que só Meryl Streep consegue salvar do total fiasco.
Nota:5/10
4. Histórias Cruzadas (The Help, 2011)
Minha crítica "feliz" e "alegre" aqui.
Nota: 5/10
3. Hotel Transilvânia (Hotel Transylvania, 2012)
Acho que tem algum problema com as animações desse ano... assim não dá. Mais uma trama boba, infantil e irritante. Bom, isso já é perceptível pela cara de abobalhado do Drácula aí no poster, né?
É um festival de piadinhas sem graça, gritaria e morais gastas. Ainda bem que não fui em quem pagou o ingresso para esse, porque seria um dinheiro muito mal gasto.
Não dá para compreender o retrocesso atual nas animações: depois de tantos sucessos que se encaixavam tanto para os adultos, quanto para as crianças; fazer longas tão fracos e segmentados é, inclusive, comercialmente inexplicável. 2013, seja melhor conosco!
Nota: 4/10
2. Atividade Paranormal 4 (Paranormal Activity 4, 2012)
Eu gosto dessa franquia. Sério. Os filmes em primeira pessoa já passam longe de serem criativos, mas conseguem causar muito mais tensão que os convencionais. Isso é um fato - e ficar batendo na tecla da "técnica batida" e "por que eles não desligam?" é estúpido. É a base do gênero, e não é isso que deve ser julgado, de modo geral.
Num filme de terror, coloco quatro bases para sustentá-lo: tensão, sustos, roteiro e atuações. Nesse quarto filme, tudo fica num nível inferior aos anteriores. Baixa tensão, sustos esparsos e com pouco sucesso, roteiro remendado e cópia estrutural do que veio antes, e atuações que não saem do mesmo.
Já tá na hora dessa série acabar. Se os anteriores colocavam elementos simples que os mantinham num mesmo nível (câmera giratória...), esse é puro fracasso.
Nota: 3/10
1. A Era do Gelo 4 (Ice Age: Continental Drift, 2012)
Nunca gostei muito de "A Era do Gelo" e não seria no quarto (!) filme que algo mudaria. Ainda mais quando ele é a reciclagem da reciclagem da reciclagem.
Não há qualquer coisa que dê identidade ao longa que apresenta todos os pecados que um filme infantil pode ter e que só se salva por apresentar um humor simples, porém eficiente.
História medíocre e mal desenvolvida, morais batidas, personagens que já perderam a graça e o segmento de Scrat, que mais parece um daqueles curtas da Pixar, só que eterno.
Já mais que passou da hora de acabar, né?
Nota: 3/10
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Balanço de Dezembro (Parte II)
Acabou Dezembro, acabou o ano... E vim terminar o meu balanço quinzenal. Separei mais dez filmes entre os que eu assisti nessas duas semanas.
10. Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, 2011)
O novo filme sobre a temática ''Planeta dos Macacos'', que teve seu primeiro longa em 1968, apresenta a origem para tudo o que ocorreu. A história é de Will Rodman (James Franco) que busca a cura para o Alzheimer, entretanto seus experimentos (realizados em símios), acabam criando macacos com cérebros super desenvolvidos.
Um deles, Caesar (Andy Serkis, espetacular), ao se sentir traído pelos homens, acaba gerando um sentimento de vingança geral em seus companheiros de espécie. O filme funciona bem como crítica (e cinema) quando está nas cenas no laboratório ou no cativeiro, porém é como a vacina criada por Will, no mundo real, perde (muita) força. Nota: 7/10
9. O Lutador (The Wrestler, 2008)
O longa do diretor Darren Aronofsky (de ''Cisne Negro'') se baseia na vida de Randy Robinson (Mickey Rourke), um lutador profissional próximo da aposentadoria e que já foi famoso no país todo, mas que agora mora num trailer alugado, vive de bicos num supermercado e sem contato com a filha.
O que separa o filme de um punhado de filmes do mesmo gênero é a boa direção de Aronofsky, a brilhante interpretação de Rourke e o toque de realidade que o filme tem durante toda a sua duração (incluindo o seu final, lindo). Nota: 8/10
8. Reencontrando a Felicidade (Rabbit Hole, 2010)
O filme, que possui esse péssimo título nacional, fala de um casal que tenta superar a tragédia da perda do filho. O longa retrata o luto, obviamente, o que não é exatamente um tema fácil e acerta no ponto. Nicole Kidman, como a mãe, está linda e excelente. Aaron Eckhart é o pai e está eficiente como sempre.
As emoções sentidas pelo público são puras e genuínas, em um filme que se teve uma concepção bela, teve também sua parte ''prática'' bem realizada. Nota: 8/10
7. Os 39 Degraus (The 39 Steps, 1935)
Entre os mais célebres da fase britânica do mestre Hitchcock, o filme narra a história de Richard Hannay (Robert Donat), que está de férias em Londres e conhece uma mulher misteriosa, a qual lhe envolve em uma trama que envolve um espião que pretende roubar um segredo da Inglaterra. Mesmo correndo perigo e sendo procurado pela polícia, ele parte em busca da solução do mistério, após a mulher ser assassinada.
O longa surpreende por fugir do óbvio em vários momentos (sim, isso em 1935) e a direção do tio Hitch é excelente, como sempre, gerando cenas de verdadeiro suspense e já mostrando traços de seu humor negro que protagonizaria alguns filmes seus nos anos seguintes. Nota: 8/10
6. Cópia Fiel (Copie Conforme, 2010)
A sinopse é simples: um escritor inglês (William Shimell), na Itália para divulgar seu novo livro, encontra uma mulher francesa (Juliette Binoche, excelente) e viaja com ela para San Gimignano.
Mas o que vinha por aí era bem maior e, se no começo do filme, cópia e peça original são colocadas em uma ótima discussão, tudo se transforma aos poucos (e lindamente) em uma complexa obra sobre a vida como ela é, como queremos que ela seja e como a vemos. E toda essa problemática foi muito bem guiada por Kiarostami. Nota: 8/10
5. Rain Man (idem, 1988)
Quando o pai de Charlie Babbitt (Tom Cruise, em uma boa atuação) morre, ele descobre que possui um irmão e que toda a fortuna do pai ficou com esse parente desconhecido. Ao ir encontrá-lo, em busca de parte do dinheiro, descobre que ele é autista e com o passar do tempo, vai aprendendo a conviver com ele e sobre a vida.
A construção da relação entre os irmãos é belíssima, linda mesmo. Não há como não se afeiçoar à Raymond Babbit (Dustin Hoffman, impressionante), o irmão autista, ou à relação entre os dois. Tudo é construído lentamente, como se nós também estivéssemos aprendendo a conviver com aquilo. No fim, fica o deslumbre e a emoção com a relação, uma desnecessária parte em Las Vegas e um irretocável estudo familiar. Nota: 8/10
4. Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, 1922)
A obra, integrante do Expressionismo Alemão e dirigida por Murnau, se mostra uma adaptação acima da média para a adaptação da história de Bram Stoker, sobre o Conde Drácula e que todo mundo conhece.
O contexto da obra parece se relacionar instantaneamente com o estilo expressionista, o que a exalta ainda mais. E, se ele sendo um filme de 1922 ainda consegue gerar um bom nível de tensão, aqui temos uma obra excelente, não? Os personagens com caracterização exagerada, tal qual o cenário, também são os pontos fortes do filme (e no que vemos a influência expressionista). Nota: 8/10
3. Interlúdio (Notorious, 1946)
Mais um filme de Alfred Hitchcock na lista.''Interlúdio'' se passa no Rio de Janeiro e conta a história de Alicia (Ingrid Bergman), que começa a trabalhar como espiã pelos EUA, após a prisão do pai, um espião alemão. Sua missão é prender um dos colegas do pai no Brasil e para isso, ela terá de se infiltrar na família do alvo, casando-se com ele. Entretanto, ela não esperava se apaixonar pelo seu companheiro de missão, Devlin (Cary Grant).
Suspense magnífico de Hitchcock (especialmente certa cena numa escada) + a beleza e talento de Ingrid Bergman + Rio de Janeiro... Do que mais você precisa? Nota: 9/10
2. Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994)
Andy Dufresne (Tim Robbins) tem sua vida completamente mudada quando vai para a prisão, acusado de assassinar sua mulher. Em um ambiente totalmente particular e violento, ele se torna amigo de Red (Morgan Freeman) e tenta resistir à todas as dificuldades.
O filme pode não ser exatamente genial e ousado em seu esqueleto, entretanto a construção, tanto do ambiente da cadeia, quanto da amizade dos dois homens, são absurdamente bem feitas. A emoção imposta pelo filme é crescente, porém não forçada, e não há como não manter uma relação estreita com todos os personagens. Possui passagens lindas e como retrato social, mesmo que maniqueísta, também surpreende. Destaque para as ótimas atuações. Nota: 9/10
1. Luzes da Ribalta (Limelight, 1952)
Dos últimos filmes de Charles Chaplin, esse aqui já serve tanto como auto-biografia, quanto como ilustração de uma realidade geral. Calvero (Chaplin) é um palhaço em forte decadência (qualquer semelhança com o diretor e ator, não é mera coincidência) e que se apaixona por Thereza (Claire Bloom), uma bailarina que tenta superar sua dor, após uma fracassada tentativa de suicídio.
A relação com a realidade de Chaplin naquela época, já sem tanta fama, já emociona por si mesma. Entretanto, a história de superação da bailarina, e também do próprio palhaço, são muito bem dirigidas e se apresentam no ponto. Por suas qualidades, já é um grande filme, todavia, quando visto por alguém que cresceu assistindo a filmes de Chaplin, se torna um filme memorável, nostálgico e triste. Nota: 10/10
10. Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, 2011)
O novo filme sobre a temática ''Planeta dos Macacos'', que teve seu primeiro longa em 1968, apresenta a origem para tudo o que ocorreu. A história é de Will Rodman (James Franco) que busca a cura para o Alzheimer, entretanto seus experimentos (realizados em símios), acabam criando macacos com cérebros super desenvolvidos.
Um deles, Caesar (Andy Serkis, espetacular), ao se sentir traído pelos homens, acaba gerando um sentimento de vingança geral em seus companheiros de espécie. O filme funciona bem como crítica (e cinema) quando está nas cenas no laboratório ou no cativeiro, porém é como a vacina criada por Will, no mundo real, perde (muita) força. Nota: 7/10
9. O Lutador (The Wrestler, 2008)
O longa do diretor Darren Aronofsky (de ''Cisne Negro'') se baseia na vida de Randy Robinson (Mickey Rourke), um lutador profissional próximo da aposentadoria e que já foi famoso no país todo, mas que agora mora num trailer alugado, vive de bicos num supermercado e sem contato com a filha.
O que separa o filme de um punhado de filmes do mesmo gênero é a boa direção de Aronofsky, a brilhante interpretação de Rourke e o toque de realidade que o filme tem durante toda a sua duração (incluindo o seu final, lindo). Nota: 8/10
8. Reencontrando a Felicidade (Rabbit Hole, 2010)
O filme, que possui esse péssimo título nacional, fala de um casal que tenta superar a tragédia da perda do filho. O longa retrata o luto, obviamente, o que não é exatamente um tema fácil e acerta no ponto. Nicole Kidman, como a mãe, está linda e excelente. Aaron Eckhart é o pai e está eficiente como sempre.
As emoções sentidas pelo público são puras e genuínas, em um filme que se teve uma concepção bela, teve também sua parte ''prática'' bem realizada. Nota: 8/10
7. Os 39 Degraus (The 39 Steps, 1935)
Entre os mais célebres da fase britânica do mestre Hitchcock, o filme narra a história de Richard Hannay (Robert Donat), que está de férias em Londres e conhece uma mulher misteriosa, a qual lhe envolve em uma trama que envolve um espião que pretende roubar um segredo da Inglaterra. Mesmo correndo perigo e sendo procurado pela polícia, ele parte em busca da solução do mistério, após a mulher ser assassinada.
O longa surpreende por fugir do óbvio em vários momentos (sim, isso em 1935) e a direção do tio Hitch é excelente, como sempre, gerando cenas de verdadeiro suspense e já mostrando traços de seu humor negro que protagonizaria alguns filmes seus nos anos seguintes. Nota: 8/10
6. Cópia Fiel (Copie Conforme, 2010)
A sinopse é simples: um escritor inglês (William Shimell), na Itália para divulgar seu novo livro, encontra uma mulher francesa (Juliette Binoche, excelente) e viaja com ela para San Gimignano.
Mas o que vinha por aí era bem maior e, se no começo do filme, cópia e peça original são colocadas em uma ótima discussão, tudo se transforma aos poucos (e lindamente) em uma complexa obra sobre a vida como ela é, como queremos que ela seja e como a vemos. E toda essa problemática foi muito bem guiada por Kiarostami. Nota: 8/10
5. Rain Man (idem, 1988)
Quando o pai de Charlie Babbitt (Tom Cruise, em uma boa atuação) morre, ele descobre que possui um irmão e que toda a fortuna do pai ficou com esse parente desconhecido. Ao ir encontrá-lo, em busca de parte do dinheiro, descobre que ele é autista e com o passar do tempo, vai aprendendo a conviver com ele e sobre a vida.
A construção da relação entre os irmãos é belíssima, linda mesmo. Não há como não se afeiçoar à Raymond Babbit (Dustin Hoffman, impressionante), o irmão autista, ou à relação entre os dois. Tudo é construído lentamente, como se nós também estivéssemos aprendendo a conviver com aquilo. No fim, fica o deslumbre e a emoção com a relação, uma desnecessária parte em Las Vegas e um irretocável estudo familiar. Nota: 8/10
4. Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, 1922)
A obra, integrante do Expressionismo Alemão e dirigida por Murnau, se mostra uma adaptação acima da média para a adaptação da história de Bram Stoker, sobre o Conde Drácula e que todo mundo conhece.
O contexto da obra parece se relacionar instantaneamente com o estilo expressionista, o que a exalta ainda mais. E, se ele sendo um filme de 1922 ainda consegue gerar um bom nível de tensão, aqui temos uma obra excelente, não? Os personagens com caracterização exagerada, tal qual o cenário, também são os pontos fortes do filme (e no que vemos a influência expressionista). Nota: 8/10
3. Interlúdio (Notorious, 1946)
Mais um filme de Alfred Hitchcock na lista.''Interlúdio'' se passa no Rio de Janeiro e conta a história de Alicia (Ingrid Bergman), que começa a trabalhar como espiã pelos EUA, após a prisão do pai, um espião alemão. Sua missão é prender um dos colegas do pai no Brasil e para isso, ela terá de se infiltrar na família do alvo, casando-se com ele. Entretanto, ela não esperava se apaixonar pelo seu companheiro de missão, Devlin (Cary Grant).
Suspense magnífico de Hitchcock (especialmente certa cena numa escada) + a beleza e talento de Ingrid Bergman + Rio de Janeiro... Do que mais você precisa? Nota: 9/10
2. Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994)
Andy Dufresne (Tim Robbins) tem sua vida completamente mudada quando vai para a prisão, acusado de assassinar sua mulher. Em um ambiente totalmente particular e violento, ele se torna amigo de Red (Morgan Freeman) e tenta resistir à todas as dificuldades.
O filme pode não ser exatamente genial e ousado em seu esqueleto, entretanto a construção, tanto do ambiente da cadeia, quanto da amizade dos dois homens, são absurdamente bem feitas. A emoção imposta pelo filme é crescente, porém não forçada, e não há como não manter uma relação estreita com todos os personagens. Possui passagens lindas e como retrato social, mesmo que maniqueísta, também surpreende. Destaque para as ótimas atuações. Nota: 9/10
1. Luzes da Ribalta (Limelight, 1952)
Dos últimos filmes de Charles Chaplin, esse aqui já serve tanto como auto-biografia, quanto como ilustração de uma realidade geral. Calvero (Chaplin) é um palhaço em forte decadência (qualquer semelhança com o diretor e ator, não é mera coincidência) e que se apaixona por Thereza (Claire Bloom), uma bailarina que tenta superar sua dor, após uma fracassada tentativa de suicídio.
A relação com a realidade de Chaplin naquela época, já sem tanta fama, já emociona por si mesma. Entretanto, a história de superação da bailarina, e também do próprio palhaço, são muito bem dirigidas e se apresentam no ponto. Por suas qualidades, já é um grande filme, todavia, quando visto por alguém que cresceu assistindo a filmes de Chaplin, se torna um filme memorável, nostálgico e triste. Nota: 10/10
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Balanço de Janeiro (Parte II)
É, acabaram as férias e a época mais produtiva para mim em assistir filmes. Mais dez comentários curtos aí:
10. O Fantástico Sr. Raposo (The Fantastic Mr. Fox, 2009)
Wes Anderson é um diretor bem conhecido no meio cult do cinema, e por vezes adorado. E, por sinal, o trailer de seu novo filme pode ser visto no blog, aqui. Foi indicado ao Oscar pelo longa ''Os Excêntricos Tenenbaums'' e agora explorou o mundo das animações, em sua última obra lançada nos cinemas.
A história possui um clima (e foco) bem familiar, com o desenvolvimento das relações entre os membros de uma mesma família: pais com filhos, marido e mulher, entre primos... A técnica de animação é bem bonita e realça o ambiente ''acolhedor e do interior'' em que o filme se passa; e as pitadas de humor negro (que fique claro que o filme não é ~infantil~) funcionam na maior parte das vezes. Entretanto tudo desaba por o longa não chegar a empolgar e pelo fato de, do meio para frente, cair em um clichê interminável e decepcionante. Por fim, fica um grande vazio. Nota: 6/10
9. Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau, 2011)
Lá vou eu reclamar desse tipo de filme de novo. Mas a história contada por George Nolfi é, com certeza, a menos oca e sem inteligência entre todas as outras ''semelhantes''. Claro que há aquela babaquice da ''mulher que precisa ser salva'', porém a trama sobre uma 'empresa' que organize e comande os destinos da população não deixa de ser bem cativante.
Se cativa e possui um elenco razoável por um lado, infelizmente se entrega ao non-sense, principalmente em seu final. A conclusão é precipitadíssima, deixa mil e uma brechas e, ainda por cima, sem qualquer lógica... Dos seus ''irmãos'', o melhor; o que não significa lá muita coisa. Nota: 6/10
8. Homem de Ferro (Iron Man, 2008)
Não que eu estivesse esperando entender porque tanta gente ama esse filme. Mas pelo mesmo queria ter uma ideia disso, né. No entanto, o longa do fraco Jon Fraveau comete erros primários para querer ser alguma coisa em meio à tantas excelentes adaptações de HQ (Nolan, Watchmen, o último X-Men...).
Um roteiro assustadoramente ruim e furado, que faz com que Robert Downey Jr. tenha um personagem burocrático e que não desperta a torcida que um heroi (mesmo que anti) precisa, por parte dos espectadores. Além disso, o vilão aqui é um tremendo retrocesso: unidimensional e com motivos obscuros e/ou pobres para seus atos. Salva-se a trilha e os bons efeitos especiais, que geram duelos que prendem bastante a atenção. Nota: 6/10
7. Por um Punhado de Dólares (Per un pugno di dollari, 1964)
Assisti a mais um Western! O que não deixa de ser uma vitória. O meu interesse pelo gênero é bem pequeno (quase nulo) e minha exploração nele é bem esporádica, resultada apenas pelo amor que tanta gente possui por esses longas. Nesse caso, fui procurar direito também: Sergio Leone e sua famosa trilogia com Clint Eastwood (como ator). Felizmente, não me decepcionei e até me animei a ver os outros dois restantes.
Charmoso, com duelos emocionantes (o último, então...), um roteiro eficiente (não que seja aquela Brastemp, porém tem seus méritos) e uma direção precisa que engrandece ainda mais o filme. Nota: 7/10
6. Preciosa - Uma História de Esperança (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, 2009)
Preciosa é um filme indigesto. É tanto sofrimento enlatado que assisti-lo sem ficar pelo menos incomodado é uma tarefa árdua. Preciosa também é o nome da personagem principal, bem interpretada por Gabourey Sidibe, que é abusada pelo pai, desprezada pela mãe, pobre, gorda, vai (muito) mal na escola, sem amigos e com um filho (de seu pai) com síndrome de Down.
Como se já não bastasse a dificuldade em assistir o filme (ok, é aqui que vocês argumentar que ele força demais à desgraça. E é verdade.), a direção de Lee Daniels se faz notar com diversos elementos visuais, principalmente na primeira metade, e que só servem para enfraquecer a obra. As suas qualidades já vem presas à ele, sem a necessidade de tanta 'personalidade': fortes interpretações (Mo'Nique como a mãe, é fabulosa; Paula Patton é eficiente; Lenny Kravitz está irreconhecível e até Mariah Carey responde bem) e potência narrativa. Nota: 7/10
5. Fantasia 2000 (Fantasia/2000, 1999)
É estranho avaliar esse, antes de falar do anterior, de 1940. A ideia de prosseguir um filme tão belo quanto Fantasia é, no mínimo, respeitável devido ao fracasso de público óbvio que se seguiria. Mais uma vez, músicas clássicas e marcantes de todas as épocas abraçam a imagem em pequenas 'esquetes', pequenos curtas... Chame como quiser.
O que importa realmente é a beleza da obra. A reutilização da cena de Mickey Mouse é importante (e interessante), tal qual a maravilhosa e deslumbrante (muito mesmo, garanto) parte final. Entretanto a irregularidade marca a obra, com cenas nem tão boas intercaladas com outras, belíssimas. Mas, se a sétima arte vive de momentos marcantes, esse é um baita filme por cumprir muito bem exatamente isso. Nota: 8/10
4. Quase Famosos (Almost Famous, 2000)
Um dos filmes que eu mais tinha vontade de assistir. Misturar road movie, rock, adolescência é algo que me atrai bastante e, aparentemente, Cameron Crowe havia realizado um bom trabalho ao contar sua vida, tanto no roteiro, quanto na direção. O que realmente se concretiza.
A descoberta do mundo por William (Patrick Fugit); filho de uma mãe super-protetora (Frances McDormand), que acompanha uma banda de rock iniciante pela estrada; é muito bem feita. O início do filme é bem instigante e a atenção já está presa à tela desde quando a personagem de Zooey Deschanel, irmã de William, sai de casa. O clima é muito bem construído e ali você já está amando o filme. Com o passar do tempo, o ritmo cai um pouco e o bom humor, também; até se aproximar bastante do clichê, o que não se concretiza. Eficiente e divertido. Nota: 8/10
3. Fantasia (idem, 1940)
E agora eu falarei desse clássico da Disney, o original. O massacrado pela crítica da época, ignorado pelo seu público e aclamado anos depois. Já expliquei anteriormente a ideia geral de como o filme é organizado, então pulemos essa burocracia.
O filme é lindo! Com uma beleza visual impressionante, ainda mais para 1940, e número verdadeiramente emocionantes; que tiram o máximo da qualidade técnica da animação de Disney. A icônica cena de Mickey como feiticeiro, a cena das cores... Tudo é fantástico e esteticamente próximo da perfeição. Todavia, mais uma vez, o filme esbarra na irregularidade (menor que no de 1999), o que o diminui um pouco. Nota: 8/10
2. Planeta Terror (Planet Terror, 2007)
Vamos falar de Grindhouse! Um dos projetos mais deliciosos já feitos, com a união de Robert Rodríguez e Quentin Tarantino pelo bem dos filmes trashs, exagerados, que espumam humor negro... Aqui é o 'irmão pobre' quem dirige e roteiriza. Porém Taranta não fica distante do projeto e interpreta um personagem, no mínimo, divertido.
Participações de Bruce Willis e Fergie pontuam positivamente para esse ótimo filme, que provoca risos em toda a sua duração. Criatividade, personalidade, diversão, sangue, mulheres... aquilo que ''À Prova de Morte'' também tem, e ainda melhor: com a metralhadora na perna! Guilty Pleasure para ser colocado em um lugar bem especial na minha memória. Nota: 8/10
1. Persona - Quando Duas Mulheres Pecam (Persona, 1966)
Oficialmente Ingmar Bergman está entrando na minha lista de diretores favoritos. Depois de Morangos Silvestres, mais um grande filme do diretor sueco. A história da relação entre duas mulheres, paciente e enfermeira, é devastadora.
Enumerar as qualidades técnicas, de direção (aqui seria praticamente chover no molhado, né) e nas interpretações é pouco para uma história tão forte como essa. Imponente em sua essência geral e que faz refletir. O ritmo cai um pouco ali no meio, talvez aliado com a estupefatez com que vamos absorvendo as informações da tela. Um filme pelo cinema, para o cinema e que é o cinema puro. Magnífico. Nota: 8/10
10. O Fantástico Sr. Raposo (The Fantastic Mr. Fox, 2009)
Wes Anderson é um diretor bem conhecido no meio cult do cinema, e por vezes adorado. E, por sinal, o trailer de seu novo filme pode ser visto no blog, aqui. Foi indicado ao Oscar pelo longa ''Os Excêntricos Tenenbaums'' e agora explorou o mundo das animações, em sua última obra lançada nos cinemas.
A história possui um clima (e foco) bem familiar, com o desenvolvimento das relações entre os membros de uma mesma família: pais com filhos, marido e mulher, entre primos... A técnica de animação é bem bonita e realça o ambiente ''acolhedor e do interior'' em que o filme se passa; e as pitadas de humor negro (que fique claro que o filme não é ~infantil~) funcionam na maior parte das vezes. Entretanto tudo desaba por o longa não chegar a empolgar e pelo fato de, do meio para frente, cair em um clichê interminável e decepcionante. Por fim, fica um grande vazio. Nota: 6/10
9. Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau, 2011)
Lá vou eu reclamar desse tipo de filme de novo. Mas a história contada por George Nolfi é, com certeza, a menos oca e sem inteligência entre todas as outras ''semelhantes''. Claro que há aquela babaquice da ''mulher que precisa ser salva'', porém a trama sobre uma 'empresa' que organize e comande os destinos da população não deixa de ser bem cativante.
Se cativa e possui um elenco razoável por um lado, infelizmente se entrega ao non-sense, principalmente em seu final. A conclusão é precipitadíssima, deixa mil e uma brechas e, ainda por cima, sem qualquer lógica... Dos seus ''irmãos'', o melhor; o que não significa lá muita coisa. Nota: 6/10
8. Homem de Ferro (Iron Man, 2008)
Não que eu estivesse esperando entender porque tanta gente ama esse filme. Mas pelo mesmo queria ter uma ideia disso, né. No entanto, o longa do fraco Jon Fraveau comete erros primários para querer ser alguma coisa em meio à tantas excelentes adaptações de HQ (Nolan, Watchmen, o último X-Men...).
Um roteiro assustadoramente ruim e furado, que faz com que Robert Downey Jr. tenha um personagem burocrático e que não desperta a torcida que um heroi (mesmo que anti) precisa, por parte dos espectadores. Além disso, o vilão aqui é um tremendo retrocesso: unidimensional e com motivos obscuros e/ou pobres para seus atos. Salva-se a trilha e os bons efeitos especiais, que geram duelos que prendem bastante a atenção. Nota: 6/10
7. Por um Punhado de Dólares (Per un pugno di dollari, 1964)
Assisti a mais um Western! O que não deixa de ser uma vitória. O meu interesse pelo gênero é bem pequeno (quase nulo) e minha exploração nele é bem esporádica, resultada apenas pelo amor que tanta gente possui por esses longas. Nesse caso, fui procurar direito também: Sergio Leone e sua famosa trilogia com Clint Eastwood (como ator). Felizmente, não me decepcionei e até me animei a ver os outros dois restantes.
Charmoso, com duelos emocionantes (o último, então...), um roteiro eficiente (não que seja aquela Brastemp, porém tem seus méritos) e uma direção precisa que engrandece ainda mais o filme. Nota: 7/10
6. Preciosa - Uma História de Esperança (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, 2009)
Preciosa é um filme indigesto. É tanto sofrimento enlatado que assisti-lo sem ficar pelo menos incomodado é uma tarefa árdua. Preciosa também é o nome da personagem principal, bem interpretada por Gabourey Sidibe, que é abusada pelo pai, desprezada pela mãe, pobre, gorda, vai (muito) mal na escola, sem amigos e com um filho (de seu pai) com síndrome de Down.
Como se já não bastasse a dificuldade em assistir o filme (ok, é aqui que vocês argumentar que ele força demais à desgraça. E é verdade.), a direção de Lee Daniels se faz notar com diversos elementos visuais, principalmente na primeira metade, e que só servem para enfraquecer a obra. As suas qualidades já vem presas à ele, sem a necessidade de tanta 'personalidade': fortes interpretações (Mo'Nique como a mãe, é fabulosa; Paula Patton é eficiente; Lenny Kravitz está irreconhecível e até Mariah Carey responde bem) e potência narrativa. Nota: 7/10
5. Fantasia 2000 (Fantasia/2000, 1999)
É estranho avaliar esse, antes de falar do anterior, de 1940. A ideia de prosseguir um filme tão belo quanto Fantasia é, no mínimo, respeitável devido ao fracasso de público óbvio que se seguiria. Mais uma vez, músicas clássicas e marcantes de todas as épocas abraçam a imagem em pequenas 'esquetes', pequenos curtas... Chame como quiser.
O que importa realmente é a beleza da obra. A reutilização da cena de Mickey Mouse é importante (e interessante), tal qual a maravilhosa e deslumbrante (muito mesmo, garanto) parte final. Entretanto a irregularidade marca a obra, com cenas nem tão boas intercaladas com outras, belíssimas. Mas, se a sétima arte vive de momentos marcantes, esse é um baita filme por cumprir muito bem exatamente isso. Nota: 8/10
4. Quase Famosos (Almost Famous, 2000)
Um dos filmes que eu mais tinha vontade de assistir. Misturar road movie, rock, adolescência é algo que me atrai bastante e, aparentemente, Cameron Crowe havia realizado um bom trabalho ao contar sua vida, tanto no roteiro, quanto na direção. O que realmente se concretiza.
A descoberta do mundo por William (Patrick Fugit); filho de uma mãe super-protetora (Frances McDormand), que acompanha uma banda de rock iniciante pela estrada; é muito bem feita. O início do filme é bem instigante e a atenção já está presa à tela desde quando a personagem de Zooey Deschanel, irmã de William, sai de casa. O clima é muito bem construído e ali você já está amando o filme. Com o passar do tempo, o ritmo cai um pouco e o bom humor, também; até se aproximar bastante do clichê, o que não se concretiza. Eficiente e divertido. Nota: 8/10
3. Fantasia (idem, 1940)
E agora eu falarei desse clássico da Disney, o original. O massacrado pela crítica da época, ignorado pelo seu público e aclamado anos depois. Já expliquei anteriormente a ideia geral de como o filme é organizado, então pulemos essa burocracia.
O filme é lindo! Com uma beleza visual impressionante, ainda mais para 1940, e número verdadeiramente emocionantes; que tiram o máximo da qualidade técnica da animação de Disney. A icônica cena de Mickey como feiticeiro, a cena das cores... Tudo é fantástico e esteticamente próximo da perfeição. Todavia, mais uma vez, o filme esbarra na irregularidade (menor que no de 1999), o que o diminui um pouco. Nota: 8/10
2. Planeta Terror (Planet Terror, 2007)
Vamos falar de Grindhouse! Um dos projetos mais deliciosos já feitos, com a união de Robert Rodríguez e Quentin Tarantino pelo bem dos filmes trashs, exagerados, que espumam humor negro... Aqui é o 'irmão pobre' quem dirige e roteiriza. Porém Taranta não fica distante do projeto e interpreta um personagem, no mínimo, divertido.
Participações de Bruce Willis e Fergie pontuam positivamente para esse ótimo filme, que provoca risos em toda a sua duração. Criatividade, personalidade, diversão, sangue, mulheres... aquilo que ''À Prova de Morte'' também tem, e ainda melhor: com a metralhadora na perna! Guilty Pleasure para ser colocado em um lugar bem especial na minha memória. Nota: 8/10
1. Persona - Quando Duas Mulheres Pecam (Persona, 1966)
Oficialmente Ingmar Bergman está entrando na minha lista de diretores favoritos. Depois de Morangos Silvestres, mais um grande filme do diretor sueco. A história da relação entre duas mulheres, paciente e enfermeira, é devastadora.
Enumerar as qualidades técnicas, de direção (aqui seria praticamente chover no molhado, né) e nas interpretações é pouco para uma história tão forte como essa. Imponente em sua essência geral e que faz refletir. O ritmo cai um pouco ali no meio, talvez aliado com a estupefatez com que vamos absorvendo as informações da tela. Um filme pelo cinema, para o cinema e que é o cinema puro. Magnífico. Nota: 8/10
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