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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Análise - Resoluções de 2013

    Se é bem verdade que 2013 foi um ótimo ano para o cinema - a safra de filmes foi bem melhor que a de 2012, por exemplo -, com certeza isso não ocorreu por causa dos longas que listei aqui no ano passado como os que mais estava ansioso para assistir no ano que passou. Vem comigo dar uma olhada no que eu achei dos filmes:

10. "Guerra Mundial Z"




    "Guerra Mundial Z" nem merece pertencer ao subgênero "filme de zumbi" - só a ausência quase total de sangue já o impede -. Na verdade, nada mais é do que um filme de ação em que os "inimigos" são os mortos-vivos. Há quem diga que este é o novo rumo do subgênero no século XXI, espero que roteiristas e diretores notem que não é por aí o quanto antes, então. O filme até é competente, principalmente em seu início. O prólogo, que mostra o início da infecção do vírus, é interessante e bem realizado. Entretanto, este o único momento de frescor do longa. O que se sucede nada mais é do que todos os clichês do gênero empilhados, numa abordagem absolutamente convencional. É um filme que não toma riscos narrativos ou técnicos, cumprindo apenas seu papel: um bom filme de ação que estabelece muito bem um clima de urgência e adrenalina. E nada mais.

Nota 6/10




9. "O Homem de Aço"



    Da mesma forma que vários fracassos da Marvel ("Capitão América: O Primeiro Vingador", "Homem de Ferro 3"...) comprovaram o problema da "linha cinematográfica" seguida pelos seus filmes - mais voltados para a diversão -; "O Homem de Aço" exemplifica o lado negativo da seriedade que vem sendo implantada nos filmes da DC, via Christopher Nolan. A direção de Zack Snyder é absolutamente irritante, com uma câmera trêmula aliada a uma montagem cheia de cortes secos. O roteiro é raso como uma colher de chá - apesar de tentar a todo custo demonstrar o contrário - e possui diversos problemas estruturais. Henry Cavill também não convence como o Homem de Aço (mas, a essa altura, qualquer coisa é melhor que Brandon Routh, do filme de 2005). Além disso, se a direção de Snyder já não ajuda, os efeitos especiais muito duvidosos - CGI over notável - atrapalham ainda mais as cenas de ação. E aí, sobra o quê para salvar?

Nota 4/10


8. "Diana"



    De candidato às premiações até se tornar uma das "bombas" do ano. De ter Naomi Watts como cotada ao Oscar de Melhor Atriz até esta ser indicada ao Framboesa de Ouro (em que se leve em conta, claro, a irrelevância do prêmio e os vários motivos pelos quais a atriz não deveria ter sido indicada). "Diana" foi uma absoluta decepção geral. Muitos desistiram do longa - como eu - que só o assisti para fechar este post. O filme conta os últimos anos de vida da princesa... bem, na verdade, "conta". O diretor Oliver Hirschbiegel e seu roteirista Stephen Jeffreys praticamente fazem uma livre adaptação da vida de Diana, sustentando-se majoritariamente em rumores e exageros. Aqui, a princesa está mais para princesa da Disney - bondosa, apaixonada, inocente e que faz de tudo pelo "Príncipe Encantado". Por fim, se torna um filme irritante - por mostrar algo que obviamente não foi real -, inofensivo - pois duvido que alguém ainda lembre que este filme existe - e desnecessário.

Nota 4/10


7. "Amor Pleno"




    Terrence Malick é um diretor difícil. A experiência de assistir a seus filmes demanda boa vontade, concentração total e atenção aos detalhes, para dizer o mínimo. Em "Amor Pleno", o diretor manteve muito da estrutura de seu filme anterior, o indicado ao Oscar "A Árvore da Vida", mas a qualidade ficou abaixo. Estão ali presentes a belíssima fotografia e o ótimo trabalho de direção, mas tanto no roteiro quanto na realização, os problemas ficaram maiores. O que em "A Árvore da Vida" já não funcionava muito bem, aqui se expande - e muito. O roteiro, que aborda o amor e suas formas, não resulta tão completo e profundo como em seu filme anterior. Desta forma, mesmo as belas imagens que aparecem na tela não alcançam seu potencial e soam redundantes e deslocadas. As quase duas horas de filme se tornam maçantes, cansativas e intermináveis. Uma decepção.

Nota 5/10.



6. "Os Amantes Passageiros"





    Pedro Almodóvar talvez tenha feito seu pior filme (não posso afirmar com certeza, posto que não terminei de ver toda sua filmografia). Só com muito esforço para alcançar algo mais problemático que "Os Amantes Passageiros". A história se passa dentro de um avião em pane, impossibilitado de pousar em segurança. O avião, na verdade, se comporta como uma metáfora para a crise econômica espanhola. Os passageiros da classe econômica - o povo - dopados em sono profundo; uma primeira classe transloucada - os ricos -; e uma tripulação que esconde o verdadeiro problema com o avião - o governo -. Entretanto, a metáfora não sustenta o filme. Almodóvar realiza um longa cheio de excessos, piadas fracas e ritmo problemático. Um filme menor. Minúsculo.

Nota: 3/10



5. "O Lobo de Wall Street" (não foi lançado)





    O ano de 2013 também serviu para mostrar - mais uma vez - como a distribuição brasileira de filmes é ruim. O filme de Martin Scorsese só estreará por aqui no dia 24 de janeiro - um mês após a estreia americana e atrasado até em relação aos nossos vizinhos latinos. Portanto, fiquei sem ver o filme até a data da publicação desta lista. Quando o filme estrear, escrevo uma crítica sobre ele aqui no blog (se os deuses e astros estiverem favoráveis à minha boa vontade).









4. "Sin City: A Dame to Kill For" (não foi lançado)








    Filme foi adiado para 2014. :(













3. "O Grande Gatsby"



    Baz Luhrmann despontou para o conhecimento do mundo com o seu segundo longa "Romeu + Julieta", uma versão moderna do clássico de Shakespeare; mas foi com "Moulin Rouge - Amor em Vermelho" que o diretor australiano atraiu a atenção de público e crítica. Isso, de certa forma, foi sua glória e sua queda. Se o musical é, de fato, um grande filme; após ele, Luhrmann não conseguiu criar algo que chegasse aos seus pés. "Austrália" foi um grande fracasso e "O Grande Gatsby" não deixou de ser uma decepção. O diretor parece tentar recriar a qualquer custo o longa de 2001 e repetir seu sucesso. A primeira metade do filme é um festival de afetação e exagero - quase insuportável (tal qual seus personagens). Na segunda, o filme entra nos eixos, os personagens se desenvolvem e a história ganha, enfim, alguma profundidade. Tecnicamente, claro, é um filme belíssimo (fotografia, direção de arte e figurino); mas Luhrmann acaba por criar uma armadilha para si mesmo.

Nota: 6/10


2. "Machete Mata"








    Crítica para o filme, no blog, aqui.












1. "Ninfomaníaca - Volume 1"



    O novo filme de Lars Von Trier passou por diversos entraves em seus bastidores e, por fim, o diretor dinamarquês teve de aceitar as imposições de seus produtores: seu filme sobre uma viciada em sexo passou por uma censura prévia e foi dividido em duas partes (a segunda será lançada no Brasil em março, segundo a distribuidora). De 5h30, o filme passou para dois volumes de 2h cada um. O primeiro volume, que estreou no começo deste ano, se trata evidentemente de uma obra incompleta. A protagonista, Joe, ainda é uma jovem e é interpretada por Stacy Martin - que está muito bem, inclusive. Charlotte Gainsbourg (de "Melancolia") aparece aqui apenas como uma narradora. Apesar disso, este "primeiro ato" de "Ninfomaníaca" é um filme eficiente - na verdade, não se trata de um filme sobre sexo, mas sim, um estudo de personagem. Os destaques do longa ficam, com certeza, para a sempre bela direção de fotografia de Manuel Alberto Claro e para Uma Thurman - em chamas - que protagoniza o melhor momento do filme. Semana que vem posto uma crítica do filme, stay tuned.

Nota: 8/10

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Apostas para o Oscar 2013

Minhas apostas para o Oscar de hoje, correndo!

MELHOR FILME
Aposta: Argo
Runner-up: Lincoln
Quem merece: Amor

MELHOR DIRETOR
Aposta: Steven Spielberg
Runner-up: David O. Russell
Quem merece: Michael Haneke

MELHOR ATOR
Aposta: Daniel Day-Lewis
Runner-Up: Bradley Cooper
Quem merece: Daniel Day-Lewis

MELHOR ATRIZ
Aposta: Jennifer Lawrence
Runner-Up: Jessica Chastain
Quem merece: Emanuelle Riva

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Aposta: Tommy Lee Jones
Runner-Up: Philip Seymour Hoffman
Qum merece: Tommy Lee Jones

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Aposta: Anne Hathaway
Runner-Up: Sally Field
Quem merece: Anne Hathaway

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Aposta: A Hora Mais Escura
Runner-Up: Django Livre
Quem merece: Django Livre

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Aposta: Argo
Runner-Up: Lincoln
Quem merece: Argo (com muita dor)

MELHOR MONTAGEM
Aposta: A Hora Mais Escura
Runner-Up: Lincoln
Quem merece: A Hora Mais Escura

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Aposta: As Aventuras de Pi
Runner-Up: O Hobbit
Quem merece: As Aventuras de Pi

MELHOR FOTOGRAFIA
Aposta: As Aventuras de Pi
Runner-Up: Lincoln
Quem merece: As Aventuras de Pi

MELHOR TRILHA SONORA
Aposta: As Aventuras de Pi
Runner-Up: Lincoln
Quem merece: As Aventuras de Pi

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Aposta: Os Miseráveis
Runner-Up: Anna Karenina
Quem merece: Os Miseráveis

Só consegui correr até essas categorias, por estar fazendo o post via celular.









quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Análise - Expectativas para 2013

    Aproveitando o tema do post do ano passado... vejamos a lista dos dez filmes que eu mais quero ver nesse ano de 2013. Há algumas ausências importantes, como Kick-Ass 2 e Oz: Mágico e Poderoso, além de alguns filmes que visam o Oscar 2014 e que carecem de datas de lançamento. Vem comigo.

10. Guerra Mundial Z (World War Z, 2013)



    O décimo colocado da lista é também o mais enrolado dos últimos anos. O filme foi refilmado várias vezes, inclusive com alterações no roteiro de todo o terceiro ato; o que simplesmente resultou no ator principal e produtor do longa, Brad Pitt, parando de falar com o diretor, Marc Forster (de Em Busca da Terra do Nunca). Ó que delícia. 
    Ainda assim, a adaptação da obra de Max Brooks é uma das grandes apostas da Paramount para 2013.
Estreia no Brasil: 28/06.


9. O Homem de Aço (Man of Steel, 2013)



    É claro que faltava o "principal" aparecer depois dessa onda quase insuportável de filmes de super-herói que tomou conta de Hollywood (ô, lucro fácil...).
    Produzido por Christopher Nolan, dirigido por Zack Snyder (de 300 e Watchmen) e roteirizado pelo companheiro de Nolan na recente trilogia do Batman, David S. Goyer; o longa evidentemente quer seguir os passos do irmão morcego e reerguer o Superman no cinema.
Estreia no Brasil: 12/07.


8. Princesa Diana (Diana, 2013)



    Agora vamos largar mão de efeitos visuais, né? Diana basicamente chama minha atenção por dois motivos: Naomi Watts numa interpretação que, desde já, a coloca como provável concorrente no Oscar e o diretor Oliver Hirschbiegel, que tem no currículo meu amado e querido A Queda! As Últimas Horas de Hitler.
    A história, olhem só, conta os últimos anos de vida de Diana. Que venha coisa boa, por favor...
Estreia no Brasil: 30/08.

7. To The Wonder (idem, 2013)



    Terrence Malick resolveu não demorar tanto para lançar seu próximo filme, depois de permanecer em um hiato de seis anos interrompido por A Árvore da Vida.
    A trama gira em torno de Neil (Ben Affleck), que se casa com uma europeia (Olga Kurylenko) para facilitar a entrada dela nos Estados Unidos, mas mantém um romance com Jane (Rachel McAdams). O trailer já nos apresenta à típica fotografia maravilhosa de seus filmes e agora, ao que parece, a lírica será sobre o amor.
Estreia no Brasil: 12/04.


6. Os Amantes Passageiros (Los Amantes Pasajeros, 2013)



    Hora de falar de Almodóvar, o ás das histórias esquisitas. A de seu próximo lançamento se passa em um avião, onde um grupo de personagens... estranhos... acredita estar passando pelos últimos momentos de sua vida.
     Em meio ao desespero, claro, confissões e últimas vontades das mais excêntricas possíveis. Esperar para ver. 
Estreia no Brasil: 13/09.


5. O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013)



    Mais uma parceria da dupla Scorsese/DiCaprio. Dessa vez permeando o mercado financeiro, a partir da biografia de Jordan Belfort, um corretor da bolsa que se envolve em diversos crimes financeiros para "cumprir seu trabalho" (um pouco do que foi visto no recente A Negociação, só que agora com Scorsese, meus queridos).
    Mas, esperem, ainda tem mais: roteirista de Boardwalk Empire, Jean Dujardin (de O Artista) e... rufem os tambores... cenas de orgia e, dizem por aí, um nu frontal de DiCaprio.
Estreia no Brasil: 06/12.

4. Sin City: A Dame to Kill For (idem, 2013)



    Sin City vai ganhar uma sequência, mantendo a dupla do ótimo original (Frank Miller e Robert Rodriguez) na direção e texto, mas com a adição do roteirista William Monahan (de Os Infiltrados).
    Mais uma vez o filme será dividido em três histórias, sendo que apenas uma é realmente originária dos quadrinhos (A Dama Fatal). Estão confirmados no elenco: Bruce Willis (Duro de Matar), Joseph Gordon-Levitt (de 50%), Jessica Alba (Quarteto Fantástico) e Mickey Rourke (O Lutador).
Estreia no Brasil: 20/09.


3. O Grande Gatsby (The Great Gatsby, 2013)


    Mais DiCaprio na minha listinha... Dessa vez retomando a parceria com o diretor Baz Luhrmann, dezessete anos depois de Romeu + Julieta.
    Diretor este que carece de maiores apresentações: só dizer que é o do magnífico Moulin Rouge! Amor em Vermelho que você já lembra do quanto que o lado estético se evidencia em suas produções, tanto como um problema ou um destaque.
    Nesse, parece que ficaremos com a segunda opção: a história do milionário Gatsby (DiCaprio) que, em meio às suas grandiosas festas, tem que lidar com a paixão por uma mulher casada (Carey Mulligan, de Drive) parece se encaixar perfeitamente no estilo extravagante do diretor.
Estreia no Brasil: 14/06.


2. Machete Mata (Machete Kills, 2013)



    Estou ficando meio repetitivo nas presenças por aqui... e quem dá as caras de novo é Robert Rodriguez, que nesse ano parece querer apenas retomar sucessos anteriores, agora com a sequência de Machete.
    Dessa vez o anti-herói foi contratado pelo governo americano para enfrentar um contrabandista de armas mexicano. No elenco, além do retorno de Danny Trejo e Jessica Alba: Mel Gibson (Sinais), Sofía Vergara (Modern Family), Demián Bichir (indicado ao Oscar por Uma Vida Melhor) e Lady Gaga.
Estreia no Brasil: 11/10.


1. A Ninfomaníaca (The Nymphomaniac, 2013)



    Ele está de volta (e só está aí na imagem, porque não saiu nada do filme ainda). Depois de ser banido em Cannes, nada melhor do que um filme com sexo explícito e sobre a vida erótica de uma ninfomaníaca (Charlotte Gainsbourg, a fiel escudeira), né? Quer dizer, vamos nos manter fora do quadro de polêmicas, só que ao contrário.
    Desde que ele consiga dosar bem o seu lado "attention whore" e nos mostre a qualidade de sempre: tá tudo bem. Além disso, o moço tem crédito. Dogville, Manderlay, Dançando no Escuro, Melancolia, Europa... por isso que é um dos meus cineastas favoritos. Trabalham no filme também Stellan Skarsgård (Thor), Uma Thurman (Kill Bill) e Shia LaBeouf (Transformers).
Estreia no Brasil: 20/09.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Análise - Resoluções de 2012

    Não sei se alguém vai lembrar, mas no final de 2011, bem no começo do blog, eu fiz um post falando dos dez filmes que eu mais queria ver em 2012 (link aqui). Passou 2012, eu assisti a esses dez filmes e... tá na hora de ver para onde foram minhas expectativas.

10. A Dama de Ferro (The Iron Lady, 2011)






    Bom, é aquilo que todo mundo disse... Streep está soberba, a parte técnica é positiva e ainda temos um inspirado Jim Broadbent como coadjuvante. O problema é, apesar de tudo isso, o filme é ruim. Muito ruim. 
    O roteiro tropeça nas próprias pernas e não chega a lugar algum, tanto pelo lado biográfico, quanto pelo político. A direção de Phyllida Lloyd também ajuda: fraca e equivocada. Por fim é uma decepção que só Meryl Streep consegue salvar do total fiasco.

Nota:5/10







9. Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud and Incredibly Close, 2011)






    Daldry cada vez mais mostra ser um bom contador de histórias, enquanto diretor. A história do menino (Thomas Horn, num bom trabalho) em busca da última "caça ao tesouro" deixada pelo seu pai, morto no atentado às torres gêmeas, em 2001; é muito bem dirigida por ele. 
    O drama, embalado pela brilhante trilha de Alexandre Desplat, se mostra doce e emocionante. Num filme que cumpre o que promete, Max von Sydow se destaca em seu papel.



Nota: 7/10






8. Os Descendentes (The Descendants, 2011)







    Crítica, no blog, aqui.








    Nota: 8/10






7. O Artista (The Artist, 2011)







Crítica, no blog, aqui.








Nota: 8/10






6. Prometheus (idem, 2012)






    Ridley Scott dirigindo a prequel de Alien. Ridley Scott que se especializara em lançar filmes ruins nos últimos anos. Ridley Scott que volta aos eixos, em termos.
    O longa é ótimo, enquanto ficção científica: bons efeitos, roteiro que se coloca em comparação simultânea com o clássico 2001: Uma Odisseia no Espaço e com a própria franquia que o gerou. Insere temas interessantes na roda e abre espaço para uma sequência que promete muito.


Nota: 8/10






5. Os Vingadores (The Avengers, 2012)






    Na verdade, na verdade, o longa que reúne os herois da Marvel, foi exatamente o que eu esperava. O problema é que isso não é necessariamente bom. 
   Ok, pancadaria. Ok, piadas (por vezes toscas). Ok, efeitos especiais excelentes. Ok, ação bem conduzida (na maior parte das 'tentativas'). Tá, e o quê mais?     
    O filme de Joss Whedon não foi nada mais do que um típico da Marvel com anabolizantes. Divertido em sua duração, e só.


Nota: 6/10






4. A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011)






    Esse filme é o que é: uma belíssima homenagem ao cinema, guiada pelas mãos de Martin Scorsese, que, mais uma vez, faz um trabalho magnífico na direção.       
    Além disso, a parte técnica do longa é magnífica, principalmente a Fotografia, e nele há o melhor uso do 3D que o cinema já teve. 
    Sim, é infantil até demais em alguns momentos, mas nada que diminua a sua beleza como obra.



Nota: 8/10






3. Dark Shadows (Sombras da Noite, 2012)






    Esse aqui, na verdade, eu só assisti ontem, porque o trailer é péssimo e me desmotivou absurdamente. E o filme não foi tão melhor, não.
    A história é fraca, os momentos de comédia não são inspirados e a direção de arte, apesar de digna de elogios, convenhamos, mantém a média de sempre dos filmes de Tim Burton.
    Johnny Depp mais uma vez repetindo cacoetes de outrora, cede espaço para a segura Michelle Pfeiffer se destacar. Também há de se destacar o ótimo prólogo.



Nota: 5/10






2. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, 2012)






    É a conclusão épica da trilogia que realocou os padrões de qualidade para filmes de super-herois. O tom psicológico se adensa num filme que não preza tanto pela ação, mas sim pelo caos. 
    A sociedade atual e suas paranoias, aqui delineadas, dependentes de um Batman falho como ela, contra um vilão bem trabalhado (mas que passa longe da força dramática do Coringa).                                                 Há falhas (até demais) em sua concepção, principalmente de roteiro, mas a epicidade encontra níveis altos num filme que fecha uma trilogia que tirou a marca Batman do limbo cinematográfico pós-filmes do Schumacher.


Nota: 8/10





1. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey, 2012)






    Decepção do ano. É um resumo do meu sentimento para a primeira parte dessa nova trilogia de Peter Jackson.
    Os erros são muitos, então é melhor citar os acertos: a maravilhosa técnica dos 48fps, que tornam a imagem muito mais realista; a parte técnica num modo geral e a sensação de retorno à nossa amada Terra-Média. Sensação essa que é bem trabalhada, principalmente a partir dos diálogos com as tramas da trilogia que viria por aí na linearidade, mas que nos encantou anos atrás.
    De resto, um roteiro bagunçado e malfeito, que preserva todos os problemas do livro e até os intensifica (do clássico deus ex machina até o ritmo assustadoramente irregular); além do uso de um humor, presente em menor número no filme As Duas Torres, que não é nada bem-vindo.

Nota: 6/10

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Análise - O Cinema Mundial (Parte I): O Público e Suas Consequências


    Durante uma aula expositiva sobre África, entramos numa discussão quanto à imagem que temos de determinado país ou região. Normalmente é uma imagem unidimensional e superficial. ''Vendida'' a nós como se fosse uma verdade. Esse tipo de falsa ideia tanto pode estar agregado às nações africanas, quanto às asiáticas, americanas... E também é perfeitamente agregável ao cinema como um todo.

    Se quando estudamos a História da humanidade nos é despejada toda a cronologia de acontecimentos na Europa, e quase nada sobre as outras regiões; na sétima arte também fica facilmente perceptível a predominância de um dos vários pólos produtores no campo cinematográfico: o dos Estados Unidos, sintetizado por Hollywood. A maioria dos filmes em cartaz nas grandes redes é de lá, portanto é de lá que saem os produtos que mais serão apreciados pelo público em geral.

    Público em geral esse que é denominado numa análise mais ''técnica'' como o tal do ''espectador-médio'': aquele cara que entra na sala de projeção depois de ter passado algumas horinhas no shopping com a família e apenas desejando relaxar e se divertir. E a principal crítica que tenho a esse tipo de público não é por esse ''objetivo'' (é mais do que correto querer um pouco de diversão!), o problema é a falta de senso crítico que essa maioria apresenta.

    Normalmente a análise feita sobre um filme é curta e simples: ''gostei'' ou ''não gostei''. Não que seja necessário ter todo um conhecimento técnico e tecer longas críticas, um maior discernimento do que lhe estão vendendo já seria mais do que satisfatório. E isso também vale para a música, literatura e para a História! É como a diferença entre se acomodar com a versão unidimensional e mentirosa, ou buscar a verdadeira realidade de tal povo ou de tal momento histórico.

    A falta de senso analítico ocasiona, infelizmente, o sucesso financeiro de filmes massacrados pela crítica especializada e o fracasso de grandes obras (cujos diretores podem nunca mais ter uma chance). Cresce o interesse nas comédias românticas quase sempre idênticas, n'Os Mercenários que tem como condição para aproveitá-lo o desligamento do cérebro... Por conseguinte cai o interesse no cinema clássico, no cinema inventivo... 

    Esse problema tem duas grandes consequências igualmente importantes: a monopolização do mercado cinematográfico e uma falsa imagem de que ''acabou a criatividade'' nos filmes. Sendo que a primeira é de simples visualização: além da diminuição da variedade de gêneros populares, os que estão em alta são majoritariamente produzidos pela indústria norte-americana. Somando isso ao fato de que os atores mais conhecidos fazem parte desta indústria, o monopólio está quase todo consumado. 

    Enquanto Hollywood domina a maioria do mercado mundial, o restante fica com as exceções. Os coadjuvantes mais populares num panorama global são Inglaterra, Alemanha, França, Itália e Espanha; e que são bem coadjuvantes mesmo (desconsidere os britânicos aí e... vai me falar que você não estranha quando a língua do filme não é o inglês?!). Numa visão mais regionalizada, dá para citar Índia, Japão, Nigéria, China...

    Já a segunda consequência dos espectadores ''não seletivos'' é mais prática, porém menos observada. Já ouvi algumas vezes: ''filme agora é só adaptação de livro'', ''cinema tá tudo igual''... Não é verdade! Se o cinema hollywoodiano só produz obras semelhantes, é porque é o que público em massa paga para ver! Mas e o resto do mundo? Será que essa situação é mundial? Não, não é.

    Uma prova casual disso é um fenômeno que acontece com a maioria dos cinéfilos: ver nas suas listas de favoritos do ano muitos filmes ''não americanos''. Ainda há muitas obras excelentes sendo lançadas por todo o mundo: o cinema não estagnou. Para ficar preso a exemplos mais conhecidos:  O Segredo dos Seus Olhos (Argentina), A Pele que Habito, O Labirinto do Fauno (Espanha), Melancolia, Em um Mundo Melhor (Dinamarca), A Queda!, A Vida dos Outros (Alemanha), Medos Privados em Lugares Públicos, Entre os Muros da Escola, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, Cópia Fiel (França), A Viagem de Chihiro (Japão), A Separação (Irã), entre outros...

    Pesquise, procure, se informe. Não estou dizendo que eu seja um grande exemplo quanto a isso: minha experiência ''estrangeira'' é infinitamente menor em relação à com os hollywoodianos; mas eu estou correndo atrás desse atraso. Vá aos cinemas de rua, use a Internet, saia da zona de conforto e encontre o mundo que existe após a cortina do superficial e unidimensional.

(...)

P.S.: Os cinco maiores produtores mundiais de filmes são, já em ordem; Índia, Nigéria, EUA, Japão e China.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Lista - Os Piores Filmes da História (ou de desde que eu nasci)

    Cheguei à conclusão que a maioria dos filmes que eu comento aqui, são, na maioria, comentários positivos. Notas 7, 8, 9, 10... E já chega, né? Vamos falar de filme ruim! Filme ruim, mesmo! Aqui vai a lista ''Os dez filmes que eu não recomendo nem para o meu pior inimigo!''. Vocês irão perceber que alguns filmes que sempre figuram nessa lista estarão de fora. 
    É o caso de filmes da Xuxa, Didi, Angélica, filmes babacas da Disney (aka ''High School Musical'' e derivados) e, claro, dos ''consagrados'' piores diretores do mundo: Uwe Boll (de ''Em Nome do Rei'') e a dupla Jason Friedberg e Aaron Seltzer (de ''Espartalhões''). Nem precisa falar que esses são ''bombas'' puras e sempre fortes candidatos ao Framboesa de Ouro.

10. Presságio (Knowing, 2009)

    Com a exceção ''Kick-ass'', qualquer coisa recente com o nome, citação ou lembrança de Nicolas Cage é uma bomba. A carreira do já ganhador do Oscar está no fundo do poço e de lá parece que não sai mais. O filme é uma bagunça. Parece que a lógica tirou umas férias da cabeça do roteirista. A história é sobre um professor (Cage) que encontra uma cápsula do tempo enterrada por alunos de décadas passadas em seu colégio. Em uma das cartas lá colocadas, estão algumas previsões de catástrofes. Umas que já ocorreram, outras que estão por vir. 
    O problema é que a partir daí, nada mais faz sentido! É tudo inexplicado, as coisas acontecem sem uma lógica aparente. Enfim, um roteiro furado. E a ''surpresa'' no final, não deixa de ser óbvia (pensei sobre aquilo em dado momento, mas achei que era estapafúrdio demais).
Nota: 2/10







9. Lenda Urbana (Urban Legend, 1998)

    Quando aluguei esse filme, confesso que tinha minhas esperanças. O gênero ''serial-killer-misterioso'' me agrada e por ter vindo da leva de filmes inspirados em ''Pânico''... Bem, eles podiam ter se inspirado nas partes boas, né? Mas não. O começo até é inspirador e a história sobre mortes relacionadas à lendas urbanas não deixa de ser intrigante. A construção do mistério chega a cativar, entretanto tudo o que vem depois... 
    O enredo se baseia em uma série de assassinatos dentro de um campus universitário, que parece ser de outro mundo, tamanha a falta de acesso à informação e segurança (ora, só tem um vigilante e ainda é uma gordinha estúpida). De resto, atuações desastrosas e um roteiro furadésimo.      Nota: 2/10







8. Tamara (Tamara, 2005)

    Mais um filme que se inspira em outro. Agora, é uma fotocópia mal-feita de ''O Chamado'' (Samara, Tamara; essa nem tentaram esconder). Tamara (Jenna Dewan) é uma garota não-popular que acaba morta em uma ''brincadeira'' exagerada de outros estudantes. Porém, a menina era uma amante da bruxaria e estava sob um poder (!) que lhe fazia ressurgir dos mortos (!!). Quem não faria isso, né, no caso de uma emergência...
     Já deu para ver o nível do ''filme''. Aí, claro ela parte para uma vingança. A direção é nula. O roteiro, lixo. As atuações estão no nível ''teatro-amador-de-escola-de-quinta''. Já as mortes, que poderiam trazer um pouco de diversão ou terror, são convencionais e bestas.        Nota: 2/10







7. Crepúsculo (Twilight, 2008)

    Não, eu não nasci odiando a saga. Fui assistir até ansioso ao filme, devido à filmografia anterior de sua diretora, Catherine Hardwicke, que possui o bom ''Aos Treze''. Mas não, não deu. Os focos de crítica são tantos que terei de me limitar à apenas alguns: as atuações constrangedoras (sem exceção), a direção amadora (poxa, Catherine, e eu fazendo propaganda?), um roteiro raso e desinteressante e, o que mais me espantou, a baixa qualidade técnica. 
    A fotografia é horrorosa, não sei de onde tiraram aquela ideia; os efeitos especiais, toscos, para uma saga tão ''arrasa-quarteirão'', e a maquiagem, caricata e desnecessariamente exagerada. Salva-se a trilha sonora (nem toda) e a boa introdução ao romance, lenta e sensata. A saga acabou aqui para mim.    Nota: 2/10







6. Jogos Mortais - O Final (Saw 3D, 2010)

    Já falei sobre esse aqui no blog, no post: Balanço de Dezembro (Parte I). Take a look.

Nota: 1/10















5. A Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras (Book of Shadows: Blair Witch 2, 2000)

    Um filme que consegue destruir, explodir, desaparecer com tudo que seu predecessor tinha de bom. O ganhador do Framboesa de Ouro de Pior Sequência e também indicado a Pior Filme, Pior Diretor e Pior Elenco é realmente ruim. A história: alguns jovens (idiotas, estereotipádos e sem QI, claro) resolvem descobrir o que ocorreu realmente com os três jovens do original. O típico horror teen brega e sem pretensões, que são das coisas mais nojentas de Hollywood.
    Não há suspense, não há mistério, é tudo superficial. Só há um punhado de gritos histéricos, cerveja e sexo. E o final-surpresa, ah, claro que ia ter um. Simplesmente ridículo. Com certeza o mais non-sense e sem graça da história do cinema. Corram para as colinas!    Nota: 1/10









4. Mulher-Gato (Catwoman, 2004)    

    Esse ainda é da era que os estúdios achavam que um filme de super-heroi, mesmo que mal-feito, daria bons lucros. E, surpresa, o público não é tão burro e esse aqui, pelo menos, foi um fracasso de bilheteria. O que talvez abriu os olhos dos magnatas de Hollywood.
    Primeiro, por que diabos mudar o nome da Mulher-Gato para Patience Phillips?! Segundo, um ex-supervisor de efeitos especiais (Pitof) como diretor? Terceiro, copiar (mal) o enredo do Batman de 1989 sobre os cremes maléficos? Quarto, um casal de publicitários, gente normal, como vilões? Quinto, Halle Berry, por que esse rebolado ridículo e essas falas arranhadas alla miado? Não é para ridicularizar a heroína, como se ela fosse uma prostituta.
    Já deu para ver a porcaria que é, né? Junte isso à efeitos especiais péssimos, mais e mais pontos exóticos (ou seja, ridículos) do roteiro, e esse é o ganhador de quatro Framboesas. Michelle Pfeiffer, volte para nós!     Nota: 1/10





3. Jumper (idem, 2008)

    David Rice (Anakin... ops, Hayden Christensen) é um jovem que descobre que é um Jumper, alguém capaz de se teletransportar a qualquer lugar. E então, ele começa a se divertir com isso, usando de seu poder para atos estupidamente infantis (nem vale a pena citar). Toda essa infantilidade atrai a atenção de uma organização secreta que ambiciona exterminar os Jumpers.
    Tá, não deixa de ser interessante a ideia, ainda mais sendo dirigido por Doug Liman (de ''A Identidade Bourne''). Só que, aqui, nada dá certo. Hayden parece deslocado e seu par, Millie Harris, ganharia fácil o prêmio de mocinha mais chata do cinema. Tudo poderia ser salvo por emocionantes sequências de ação, né? Poderia. O que se vê é o personagem de Hayden se teletransportando de um lado para o outro em meio às lutas, de uma maneira totalmente confusa. Parecia que queriam causar torcicolo propositadamente. Passem longe.     Nota: 1/10




2. A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood, 2011)

     Realmente, Catherine Hardwicke está do ladinho de Nicolas Cage no fundo do poço. Bebendo da fonte ''Crepúsculo'' e adicionando a história clássica da Chapeuzinho Vermelho (coitada dela, mencionada nisso...), ela conta a história de uma pequena vila, amaldiçoada por um lobisomem, que tem um interesse particular em Valerie (Amanda Seyfried). Daí começa a caçada para descobrir quem ele é.
     O roteiro até tenta se inspirar em Agatha Christie, mas o tiro sai pela culatra. O mistério é mal-desenvolvido, com sequências ridículas, como os closes nos olhos castanhos de todos os homens próximos a Valerie, cor esta que era a mesma dos olhos do lobisomem. Entretanto o pior de tudo é: você ri do lobisomem! Em certo momento, ao invés de atacar a sua vítima, ele simplesmente começa a conversar com ela! Só faltou convidar para um chá... Enfim, péssimo. Isso que nem citei a revelação final...      Nota: 1/10





1. Alma Diabólica (Dark Floors, 2008)

    Para mim, a nota zero é especial. Tem que ser para um filme merecedor, aquele que dói só em lembrar o nome. Que você foi até o fim somente para ver até que ponto a babaquice ia. Lhes apresento, ''Alma Diabólica''.
    Tudo começa quando Ben (Noah Huntley) resolve tirar sua filha autista do hospital em que estava, por achar que estavam sendo mal-atendidos. Mas é surpreendido, junto de outras pessoas (os estereótipos dos estereótipos), com a quebra do elevador. E quando as portas se abrem, o hospital está deserto e há corpos mutilados no corredor. Na busca pela saída, descobrem que não estão sozinhos, e sim acompanhados de criaturas assassinas ''terríveis''. 
     O problema é: tudo é risível. Os ''monstros'' são mal-compostos visualmente, parecendo que saíram de um episódio de Scooby-Doo e o diretor não se preocupa em criar momentos de tensão, apenas joga as cenas lá, tratando-nos como idiotas. E o pior é o roteiro, que não explica nada e não liga nada com lugar nenhum, chegando num final completamente babaca, cheio de pontas soltas. Isso você só descobre se não quiser quebrar o DVD antes disso. 
Nota: 0/10