Depois de um bom tempo de sumiço (que aposto que não fez falta para ninguém), o blog retorna. Já viajei (até quarta passada), já descansei, já enrolei... e então, o post de volta das cinzas será aquele bem preguiçoso.
TRAILERS
De trailers mais recentes saíram, respectivamente, os da sequência do chatíssimo ''Meu Malvado Favorito'', a refilmagem (e alongamento) do curta ''Frankenweenie'' (de Tim Burton e por Tim Burton) e do novo filme dos realizadores de ''Coraline e o Mundo Secreto'', ''ParaNorman''.
Estreia em julho de 2013.
Estreia em outubro de 2012.
Estreia em agosto de 2012.
IMAGENS
Imagens bem legais e cheias de expectativa de ''Dark Shadows'' - mais um do Tim Burton. Johnny Depp devidamente caracterizado como Barnabas Collins, além de Eva Green, Michelle Pfeiffer e Helena Bonham Carter.
ETC
Lady Gaga será uma das alienígenas de ''Homens de Preto III'', segundo Will Smith. E aquele participação no faroeste do Tarantino sai ou não, hein?
A adaptação do livro ''O Símbolo Perdido'' ganhou diretor e roteirista novos. Nenhuma relação com os dois longas anteriores sobre Robert Langdon. Na minha opinião: mais ou menos com Ron Howard, pior sem ele.
O capítulo final da trilogia ''Centopeia Humana'' unirá os dois maníacos dos longas anteriores. Escatologia em dobro.
''Os Muppets'' ganhará uma sequência. Mesmos diretor e roteirista.
Emma Watson estará no próximo filme de Sofia Coppola. Eterna Hermione?
O filme baseado na série ''24 Horas'' mostrará um Jack Bauer fugitivo e tentando salvar a própria pele, e não mais todo o país - isso segundo Kiefer Sutherland, o protagonista.
Em Hong Kong, será lançado o primeiro filme pornô em 4D. Ele faz parte de uma série de filmes, sendo que o anterior já fora em 3D e recordista de bilheteria na ilha - maior do que Avatar.
Alexander Payne é um diretor e roteirista que possui um estilo único. Seu modo de mesclar drama, comédia e dilaceração de um protagonista é invejável. Tanto em ''Sideways - Entre Umas e Outras'', quanto em ''As Confissões de Schmidt''; esses meio são bem explorados e em ''Os Descendentes'', essa configuração não se altera. O personagem a ser dissecado - e que está no caminho da auto-descoberta - é Matt King (George Clooney), um proprietário de terras, herdeiro da 'família real' havaiana, que viaja pela sua terra natal em busca do amante de sua mulher, a qual está em coma - próxima à morte já anunciada pelos médicos -. Nesse misto de dor pela perda iminente da esposa e pela traição recém-descoberta, Matt tem também que aprender a conviver com as suas duas filhas: a rebelde adolescente Alexandra (Shailene Woodley) e a pequena Scottie (Amara Miller). A jornada em busca do tal amante, por fim, se torna uma jornada para a auto-descoberta e para a união de uma família tão afastada ou, como o próprio protagonista diz, semelhante ao Havaí e suas diversas ilhas, uma longe da outra.
Uma sub-trama interessante do longa também ilustra isso: os primos de Matt vivem todos separados uns dos outros, portanto, cada um em sua ilha - ilhas essas que o protagonista já não consegue (ou se esforça para) juntar. É o conceito de família despedaçado. ''Temos o mesmo sangue, porém só nos damos à honra de conversar quando é sobre dinheiro''. Todo esse contexto passa quase despercebido durante o filme, o que é uma pena.
Falando nas sub-tramas de ''Os Descendentes'': ele possui muitas. Como o 'namorado' da filha mais velha de Matt - totalmente dispensável-, que só aparece para causar risos (ou vergonha alheia) e para passar uma lição de moral bem barata lá para o final. Outra delas é a do sogro do personagem de Clooney, indignado pela perda da filha e que culpa seu genro a todo instante pelo que aconteceu a ela - só serve para balançar ainda mais a frágil estrutura familiar dali -. Dá para mencionar também o ambiente familiar de Brian Speer (Matthew Lillard), o amante, que é mais importante e bem-desenvolvido do que as outras acima e que acaba por nos surpreender com boas performances do próprio Matthew e de Judy Greer (principal e estranhamente).
Falando das interpretações, o grande destaque é mesmo George Clooney - não que esteja arrasador -, todavia está eficiente e brilha em diversos momentos. Também dá para lembrar de Shailene Woodley, que é uma boa surpresa em uma atuação segura. Os já citados Matthew e Judy também dão credibilidade ao elenco.
A adaptação de Payne para o romance de Kaui Hart Hemmings não deixa de ser eficiente, não deixa de ser interessante, não deixa de ser reflexiva... Mas, diferentemente do ponto de vista dele apenas como filme, fica a decepção pelo fato do diretor já ter feito melhor com essa estrutura de história. A nota é mais pelo ponto de vista cru mesmo: a visão de um drama quase depressivo, que nos encanta pelo bom humor e pela análise humana notável. Nota: 8/10
P.S.: É legal lembrar que, em um outro filme ambientado no Havaí, fomos introduzidos à frase ''Ohana quer dizer família. E família quer dizer nunca abandonar ou esquecer''.
''O Artista'' pode ser visto - e analisado - de muitas formas. No senso comum, um filme em P&B e mudo é o cúmulo da chatice; para outros é a nostalgia. É claro que existem outros pontos de vista, mas, no fim das contas, quase todo mundo acaba se agarrando à alguma dessas duas visões. Portanto, é razoável dizer que aqueles que se prestem a assistir a esse longa possuem uma aceitação cinematográfica mais 'abrangente' e pertencem ao segundo grupo de pessoas que citei. Levando isso em consideração, as análises do filme apareceriam de três formas: ''é ruim, e por tentar ser uma homenagem se enfraquece mais'', ''é sem personalidade por homenagear 'demais''' ou ''é excelente e ser uma homenagem realça-o ainda mais''. Tendo a ficar com a terceira forma.
O filme, dirigido por Michel Hazanavicius, percorreu uma longa estrada desde o Festival de Cannes até as suas dez indicações no Oscar. Nessa entrada, acumulou excelentes críticas e o favoritismo para a premiação da Academia, o que é perfeitamente justificável: se trata de uma obra que se encaixa muito bem no contexto das premiações. Uma homenagem ao cinema mudo, praticamente esquecido com a chegada do som nos anos 20. Uma homenagem que há muito tempo não vinha.
A história não deixa de ser um 'remendo' de ''Cantando na Chuva'' com ''Crepúsculo dos Deuses'': George Valentin (Jean Dujardin) é um famosíssimo ator que cai no total esquecimento com a chegada do som à sua produtora, no fim dos anos 20. Em contraponto, Peppy Miller (Bérénice Bejo) vê sua carreira deslanchar após trabalhar em um dos últimos filmes de George. Essa oposição de situações 'fracasso/sucesso' é muito bem utilizada por Hazanavicius: em uma cena, ele desce a escada de um prédio, enquanto ela sobe; ele se senta no lado mais 'escuro' do restaurante, e ela no mais 'claro; além da óbvia situação de o novo filme dela ter filas na porta e o dele ser apresentando num cinema quase vazio.
Uma das principais qualidades do filme é a forma como encara sua situação de homenagem e retrato cômico da época; e como impõe isso inteligentemente na sua estrutura. A já 'clichê de todas as críticas' cena inicial em que nos é mostrado um dos filmes de George, em que ele - capturado pelo vilão - diz: ''Não vou falar!'' (referência a algo do tipo: esse filme é mudo, sim!); o minúsculo papel de Malcolm McDowell (o Alex, de Laranja Mecânica), denunciando o esquecimento dos outrora grandes atores; o nome de Peppy crescendo aos poucos nos créditos de cada filme seu, entre outros exemplos. Estrutura brilhantemente dirigida e roteirizada por Hazanavicius.
Além disso, ''O Artista'' se apóia nas boas atuações de seus atores, destacando o expressivo Jean Dujardin e a eficiente Bérénice Bejo. Desconhecidos, porém bons nomes. Outros pontos positivos são os mais técnicos, como Figurino e Direção de Arte que reconstroem bem o ambiente da época. A Trilha Sonora (é ela quem anda de mãos dadas conosco durante a mudez do longa), que pontua com mais uma homenagem ao usar a trilha de ''Um Corpo que Cai'', também se destaca - tal qual sua ausência, em um momento chave.
É uma grande homenagem, porém por si só ''O Artista'' já é um ótimo filme, que brilha em diversos pontos. Mais um deles, e que também merece recordação, é o pequeno cachorro de George, responsável pelas melhores cenas cômicas. Por fim, depois de tanta nostalgia, a boa cena final passa o traço e encerra o filme. Encerra um culto à imagem sobreposta ao som, à pirotecnia. Não que não seja 'bom' termos os efeitos especiais atuais, porém é divertido relembrar às vezes da qualidade do cinema em suas origens. Nota: 8/10
Coluna de volta! Trailers recentes, imagens recém-divulgadas, Awards e as mais novas informações no mundo do cinema. TRAILERS Como, claro, todo mundo ficou sabendo, nessa semana saíram os trailers de ''Os Vingadores'', ''O Espetacular Homem-Aranha'' e ''O Legado Bourne''.
''Os Vingadores'' estreia dia 4 de maio. Meu presente de aniversário.
O novo ''Homem-Aranha'' estreia dia 3 de Julho.
O quarto episódio da franquia ''Bourne'' estreia dia 3 de Agosto. IMAGENS Um ator de ''Django Unchained'', o faroeste de Quentin Tarantino que será lançado no Natal, divulgo duas fotos do cenário do filme:
Já deu para acordar a ansiedade total para o longa. AWARDS
Saíram os vencedores dos Visual Effects Awards. Vamos aos principais prêmios:
Melhores efeitos visuais: ''Planeta dos Macacos: A Origem''
Melhores efeitos visuais complementares: ''A Invenção de Hugo Cabret''
Melhores efeitos visuais em animação: ''Rango''
No total, ''Rango'' liderou a premiação com quatro vitórias. Em seguida, ''Planeta dos Macacos'', ''Hugo'' e ''Transformers'', com duas estatuetas. Os dois primeiros se configuram, realmente, como os grandes favoritos ao Oscar.
ETC
Natalie Portman (de ''Cisne Negro''), Christian Bale (o Batman) e Cate Blanchett (de ''Elizabeth'') estão confirmados para os dois próximos filmes de Terrence Malick, diretor de ''Árvore da Vida''.
No primeiro, ''Knight of the Cups'', contracenarão com Isabel Lucas; já no segundo, ''Lawless'', ganharão o (excelente) apoio de Ryan Gosling (de ''Tudo Pelo Poder'') e Rooney Mara (de ''Millennium'').
O novo filme-solo do Wolwerine enfim ganhou data de estreia: 26 de julho de 2013. Melhor que o ''Origins'' não é difícil, hein?
John Williams: 80 anos de idade, 55 de carreira e 47 indicações ao Oscar. Mestre.
Russell Crowe pode ser o Robocop, no filme do brasileiro José Padilha. Só que eu acho que a barriguinha ficaria um pouco apertada na armadura...
Segundo Andrew Kosove, produtor da sequência de ''Blade Runner'', Harrison Ford não fará parte do projeto. O motivo: ele não gosta do original.
E quando o Brasil é indicado ao Oscar de Melhor Canção novamente, na figura de Carlinhos Brown, por ''Real in Rio''; não teremos as típicas apresentações musicais por parte dos indicados. Sem batuque na cerimônia.
Por último e não menos importante: Daniel Radcliffe vem se especializando em fazer declarações desnecessárias. Primeiro, disse que não conversa mais com Rupert Grint após o fim das filmagens de ''Harry Potter''; depois, anunciou que, em várias cenas, atuou bêbado: ''posso apontar várias cenas em que eu não estava lá''.
Na última da vez reclamou que a Academia ''esnobou'' a franquia Harry Potter. Sobrou até para Scorsese e ''Hugo'', que supostamente não possuem tanto merecimento quanto a saga. Menos, menos.
Acho importante deixar bem claro uma coisa, antes de começar a crítica: não li os livros de Stieg Larsson - mas pretendo -, tampouco assisti à versão sueca. Portanto, essa análise é mais de um espectador 'pego de surpresa' e que, além de pontuar as qualidades cinematográficas do longa, também discorrerá sobre a história em si.
''Millennium'' marca a volta de David Fincher ao seu 'melhor' tipo de cinema. 'Melhor' porque é onde ele mais se dá bem, dirigindo excelentes filmes mais focados nos gêneros Policial e Suspense: ''Clube da Luta'', ''Se7en'' e ''Zodíaco''. Obras de atmosfera pesada, personagens marcantes e situações extremante particulares - que revelam um lado mais dark da sociedade -. Falar sobre todas elas seria tirar o foco, todavia gostaria de dizer: ainda bem!. Nada contra ''A Rede Social'', por exemplo, que é um grande filme; entretanto é nesses gêneros que Fincher se sai melhor.
O desenvolvimento da trama é baseado, principalmente, no desaparecimento de uma garota - herdeira de uma família sueca, tradicional e poderosíssima - há muitos anos. Mistério esse que unirá o jornalista Mikael Blomkvist (Daniel Craig) e a hacker Lisbeth Salander (Rooney Mara), que são contratados pelo 'magnata' Henrik Vanger (Christopher Plummer), responsável outrora por todas as empresas da família. Mikael está sem dinheiro, descredibilizado e com seu jornal à beira da falência; após perder um processo contra um milionário, criticado em uma de suas colunas. Por isso aceita a oferta da tal investigação 'no Pólo Norte', como diria a sua amante, Erika (Robin Wright). Já Lisbeth, é uma jovem tutelada pelo Estado por causa do seu comportamento, digamos, explosivo. Já conhecida pelos contratantes suecos (ela investigou a vida de Mikael, antes da 'contratação' dele), entra no caso por pura 'diversão'.
Apresentações feitas, já dá para começar a crítica propriamente dita. E que tal os créditos de abertura como ponto de partida? Sim, porque eles são fantásticos! Repleto de detalhes, enigmático e lindo; desde já você já não quer tirar os olhos da tela (e não crie esperanças, isso se manterá pelo resto de sua duração). A trama é introduzida calmamente, partindo do processo contra Mikael e da investigação de Lisbeth sobre o próprio. Somos apresentados aos problemas familiares de Mikael e também às crises de Lisbeth, e depois ao mistério da menina desaparecida. O jornalista e a hacker só se conhecem, de fato, depois de um bom tempo. Aqui, exemplifiquei a primeira grande qualidade de ''Millennium'': seu roteiro. Ele discorre com muito brilho; os personagens são complexos e bem esculpidos e os diálogos muito bem colocados. Tudo, claro, apoiado na excelente direção de Fincher, na montagem eficaz, na fotografia marcante e na trilha sonora maravilhosa.
Falar do roteiro e da complexidade dos personagens, sem dedicar um parágrafo à Lisbeth seria - muito - incompleto. A garota que tentou matar o pai aos doze anos, cheia de piercings, com uma grande tatuagem de dragão (ah, vá!), que não cumprimenta ou olha nos olhos de alguém, vingativa e que diz o que pensa. Já seria fascinante. Porém, há Rooney Mara. Com um trabalho extremamente bem feito; humanizado e assustador. A fascinação pela personagem é ainda maior, beira à obsessão, para saber mais sobre ela - passado, presente, futuro e sua mente; tudo -. Salander é uma grande personagem, e Mara captou bem a sua essência.
Como Lisbeth, o visual do filme também é impressionante. A sensação de estar assistindo à um filme nórdico, e não americano, é constante. 'Culpa' de Fincher que encontrou uma boa medida para a frieza e suspense dali (aproximando-se de ''O Escritor Fantasma'', de Polanski). A habilidade da direção de arte é, portanto, digníssima de nota. Além disso, a qualidade do diretor também recebe apoio de outro departamento - que já citei, até - o de Fotografia. O casamento de ambos rende cenas memoráveis, como a 'vingança' da hacker e o clímax final da trama da garota desaparecida (que já havia se tornado algo bem maior que isso).
Com atuações também eficientes de Daniel Craig e Christopher Plummer, ''Millennium'' é mais um grande filme de Fincher. Bom saber que sequências virão, que as livrarias terão de me vender os livros de Stieg Larsson e que Rooney Mara foi indicada ao Oscar. E para o fim, o epílogo, que demonstra que realmente o principal das 2h30 de filme é Lisbeth Salander e que a trama da menina desaparecida, está mais para sub-trama. Nota: 9/10
Na segunda edição vocês perceberão que essa seção aqui tá bem mais para TV Fama que qualquer outra coisa. Enfim: trailers, vencedores da temporada pré-Oscar, imagens e notícias. TRAILERS Estão aí, o terceiro trailer para ''Jogos Vorazes'' e o teaser de ''Os Vingadores'' (derivado do comercial para o Super Bowl de logo mais). O primeiro estreia no dia 23 de Março, e o segundo, dia 27 de Abril.
''Jogos Vorazes''
''Os Vingadores'' IMAGENS Saíram novas imagens da aguardadíssima primeira parte de ''O Hobbit''. Na primeira, Bilbo (Martin Freeman) ao lado dos anões; já na segunda, ele com a sua Ferroada (dada a Frodo por ele mesmo em ''A Sociedade do Anel''). Estreia no Brasil em 14 de Dezembro.
PRÉ-OSCAR Quem gosta de acompanhar as premiações sabe que ficando de olho nos ganhadores dos prêmios das Guilds específicas, a possibilidade de você acertar bastante no bolão é grande. Então, tomem nota:
Art Directors Guild Awards (Direção de Arte):
Melhor Direção de Arte em filme de época: ''A Invenção de Hugo Cabret''
Melhor Direção de Arte em filme de fantasia: ''Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2''
Melhor Direção de Arte em filme contemporâneo: ''Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres''
Configura-se aí o duelo para o Oscar de Direção de Arte. Um dos três sairá vencedor, e Hugo e Harry Potter correm na dianteira.
Annie Awards (o Oscar das animações)
Melhor Filme: ''Rango
Alguma dúvida quanto a qual animação ganhará?
Producers Guild Awards
Prêmio Darryl F. Zanuck (aka Melhor Filme): ''O Artista''
Será que, no fim, ''O Artista'' levará os dois prêmios principais? ''Os Descendentes'' e ''Hugo'' estão logo atrás.
Directors Guild Awards
Outstanding Directorial Achievement in Feature Film (aka Melhor Diretor): Michel Hazanavicius, por ''O Artista''
Substitua os filmes do meu comentário anterior pelos seus respectivos diretores.
Screen Actors Guild Awards
Melhor Atriz Coadjuvante: Octavia Spencer, por ''Histórias Cruzadas'' -> OH, NO!
Melhor Ator Coadjuvante: Christopher Plummer, por ''Toda Forma de Amor'' -> Esperado.
Melhor Atriz: Viola Davis, por ''Histórias Cruzadas'' -> Esperado e digno. Mas Streep está querendo esse Oscar, e sua atuação em ''A Dama de Ferro'' deve valer, e muito, o ingresso.
Melhor Ator: Jean Dujardin, por ''O Artista'' -> E aí, Clooney? Você era o favorito...
Melhor Elenco: ''Histórias Cruzadas'' -> Seria merecidíssimo, não fossem Spencer e a sombra de esse ser o 'prêmio de Melhor Filme', no caso desse sindicato.
ETC
A imagem ao lado é de Steve Carrell no longa ''Burt Wonderstone''. A história de dois mágicos rivais de Las Vegas conta também com Jim Carrey, Olivia Wilde e Steve Buscemi.
Rumores dizem que ''Jackie Brown'', de Quentin Tarantino, ganhará um prequel dirigido por Dan Schecjter. É esperar para ver.
O brasileiro Selton Mello recusou um convite de J. J. Abrams para participar de ''Star Trek 2''. Ele disse que ficaria deprimido dentro de uma nave. Vai entender.
O quinto longa da saga ''O Exterminador do Futuro'', que marca o retorno de Arnold Schwarzenegger à telona, ganhará uma classificação de +18. E que venha muito sangue.
Matthew Vaughn foi confirmado como diretor da sequência de ''X-Men: Primeira Classe''. Expectativas a mil.
E por último e para dizer adeus: ''Tropa de Elite 2'' não passou a temporada em branco, não. Foi indicado pelo Sindicato dos Editores de Som em Melhor Edição de Som: Efeitos Sonoros e Diálogos em Longa em Língua Estrangeira. É isso aí.
''Histórias Cruzadas'', que chamarei aqui de ''The Help'', o título original, por um motivo que mais para frente explicarei; não é um bom filme. Poderia ser, mas não é. Muita gente talvez vá achar isso, mas não é. A razão para isso é sua concepção totalmente equivocada, trazida de um livro homônimo de Kathryn Stockett. Equivocada, por quê? Porque não prega a igualdade racial, como esperado. É um filme racista. Maniqueísta. Encaixe o adjetivo que desejar.
As 'histórias que se cruzam' são as da jornalista Skeeter (Emma Stone), que tem como sonho escrever um livro; e as das empregadas negras de sua cidade natal, no estado do Mississippi. Um Mississippi da década de 60, marcado pela segregação racial - regulamentada por lei - e pela violência contra os negros. O ambiente estava ali, pronto para um bom filme. Só que o resultado ficou aquém, bem aquém. Tão aquém que, para citar qualquer ponto positivo do longa, você, necessariamente, precisa introduzir algum negativo.
Num primeiro exemplo: o elenco de ''The Help'' é um dos melhores do ano, sim! Viola Davis (indicada ao Oscar), como a doméstica Aibileen, faz um trabalho absurdamente sensível e expressivo - é uma das melhores atrizes atuais -; entretanto, a empregada é um estereótipo forçadíssimo. A mulher 'sofrida' e sozinha é desenvolvida pelo roteiro de uma forma tão engessada quanto possível. Um milagre interpretativo de Viola. Culpa de Tate Taylor. Uma outra grande atriz também salvou uma personagem fraca: Jessica Chastain (indicada ao Oscar também).
O papel da 'patroa liberal' Celia Foote, nas mãos de uma qualquer, sairia apenas uma mulher irritante e fútil. Jessica a eleva a muito mais do que isso. Poderia citar também Bryce Dallas Howard - que aqui seria algo como 'o mal em pessoa' -, a qual humaniza muito bem a manipuladora e criadora da lei do 'banheiro-exclusivo-para-empregadas-negras-em-todas-as-casas' Hilly Holbrook. Ou então Emma Stone que dá toques sutis de personalidade para a rasa escritora Skeeter; ou Sissy Spacek (*-* Carrie *-*), ou Allison Janney, sei lá. Todas, menos Octavia Spencer.
Sim, Octavia, favorita para Atriz Coadjuvante - e ganhadora da maioria dos prêmios na ''área'' - é a pior atriz entre todo o elenco. A pior porque não sai do estereótipo, ela o mantém e o piora ainda mais. Ela é a negra 'mano' da história: direta, sincera e explosiva; em que lembra muito Queen Latifah - até por ter uma indicação ao Oscar injusta -. Sua função, cumprida com razoável sucesso, é fazer rir. Nos momentos dramáticos, decepciona (principalmente numa cena com Celia, em um banheiro). Ah, e essas cenas cômicas aí, que mencionei; nenhuma delas deriva da maldita torta de merda, ok? Uma das coisas mais absurdas (você confundiria merda com chocolate?) e desnecessárias dos últimos tempos - e que impera nos tais momentos cômicos da obra. Na última meia-hora todos os personagens fazem algum comentário irônico sobre a malfada torta.
Bom, já expliquei minha teoria de que qualquer ponto positivo daqui acaba virando um negativo, né? As interpretações são fantásticas, todavia as personagens 'cruas' são fracas. ''The Help'' faz rir, numa tentativa clara de torná-lo um feel good movie para a digestão da temática ser menos 'dolorosa'; no entanto falha miseravelmente nisso, na parte final. Então agora explico porque é como ''The Help'' que prefiro chamá-lo.
Não é pela tradução literal 'A Resposta', numa alusão à uma resposta das empregadas negras às patroas brancas conservadoras. E sim por um tradução 'não oficial', como 'A Ajuda' mesmo. Aparentemente o filme nos diz que as negras daquela cidadezinha apenas conseguiram se reerguer e enfrentar a 'tirania' depois que uma branca lhes dá um suporte, lhes 'ajuda'. Pode parecer exagero meu, talvez seja mesmo. Porém onde está Martin Luther King, relegado à uma passagem mínima de um discurso seu na TV? Naquela exata época ele liderava a busca por direitos civis para os negros, só que quem inspirou essas empregadas foi uma mulher branca e não ele?
Ah, e a KKK, hein? Uma menção mínima - ima, ima - e já está bom? Mais uma vez Tate Taylor (e talvez a escritora do livro original também tenha feito o mesmo) ignora o contexto histórico. A trama parece alheia ao resto do país, ao resto do estado Mississippi. Enfim, cheguei á conclusão de que ''The Help'' é muito bem interpretado de modo geral, porém porcamente roteirizado. O saldo final é negativo e irritante; mas pelas atrizes - e unicamente por elas- a nota não será mais baixa. Nota: 5/10