domingo, 5 de fevereiro de 2012

News! News! (II)

    Na segunda edição vocês perceberão que essa seção aqui tá bem mais para TV Fama que qualquer outra coisa. Enfim: trailers, vencedores da temporada pré-Oscar, imagens e notícias.

    TRAILERS

     Estão aí, o terceiro trailer para ''Jogos Vorazes'' e o teaser de ''Os Vingadores'' (derivado do comercial para o Super Bowl de logo mais). O primeiro estreia no dia 23 de Março, e o segundo, dia 27 de Abril.

                                                                          ''Jogos Vorazes''

                                                                         ''Os Vingadores''

    IMAGENS

    Saíram novas imagens da aguardadíssima primeira parte de ''O Hobbit''. Na primeira, Bilbo (Martin Freeman) ao lado dos anões; já na segunda, ele com a sua Ferroada (dada a Frodo por ele mesmo em ''A Sociedade do Anel''). Estreia no Brasil em 14 de Dezembro.




    PRÉ-OSCAR

    Quem gosta de acompanhar as premiações sabe que ficando de olho nos ganhadores dos prêmios das Guilds específicas, a possibilidade de você acertar bastante no bolão é grande. Então, tomem nota:

    Art Directors Guild Awards (Direção de Arte): 

  • Melhor Direção de Arte em filme de época: ''A Invenção de Hugo Cabret''
  • Melhor Direção de Arte em filme de fantasia: ''Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2''
  • Melhor Direção de Arte em filme contemporâneo: ''Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres''
    Configura-se aí o duelo para o Oscar de Direção de Arte. Um dos três sairá vencedor, e Hugo e Harry Potter correm na dianteira.


    



Annie Awards (o Oscar das animações)

  • Melhor Filme: ''Rango
    Alguma dúvida quanto a qual animação ganhará?

    Producers Guild Awards

  • Prêmio Darryl F. Zanuck (aka Melhor Filme): ''O Artista''
    Será que, no fim, ''O Artista'' levará os dois prêmios principais? ''Os Descendentes'' e ''Hugo'' estão logo atrás.

    Directors Guild Awards

  • Outstanding Directorial Achievement in Feature Film (aka Melhor Diretor): Michel Hazanavicius, por ''O Artista''
    Substitua os filmes do meu comentário anterior pelos seus respectivos diretores.

    Screen Actors Guild Awards
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Octavia Spencer, por ''Histórias Cruzadas'' -> OH, NO!
  • Melhor Ator Coadjuvante: Christopher Plummer, por ''Toda Forma de Amor'' -> Esperado.
  • Melhor Atriz: Viola Davis, por ''Histórias Cruzadas'' -> Esperado e digno. Mas Streep está querendo esse Oscar, e sua atuação em ''A Dama de Ferro'' deve valer, e muito, o ingresso.
  • Melhor Ator: Jean Dujardin, por ''O Artista'' -> E aí, Clooney? Você era o favorito...
  • Melhor Elenco: ''Histórias Cruzadas'' -> Seria merecidíssimo, não fossem Spencer e a sombra de esse ser o 'prêmio de Melhor Filme', no caso desse sindicato.
   
ETC



  • A imagem ao lado é de Steve Carrell no longa ''Burt Wonderstone''. A história de dois mágicos rivais de Las Vegas conta também com Jim Carrey, Olivia Wilde e Steve Buscemi.
  • Rumores dizem que ''Jackie Brown'', de Quentin Tarantino, ganhará um prequel dirigido por Dan Schecjter. É esperar para ver.
  • O brasileiro Selton Mello recusou um convite de J. J. Abrams para participar de ''Star Trek 2''. Ele disse que ficaria deprimido dentro de uma nave. Vai entender.
  • O quinto longa da saga ''O Exterminador do Futuro'', que marca o retorno de Arnold Schwarzenegger à telona, ganhará uma classificação de +18. E que venha muito sangue.
  • Matthew Vaughn foi confirmado como diretor da sequência de ''X-Men: Primeira Classe''. Expectativas a mil.
  • E por último e para dizer adeus: ''Tropa de Elite 2'' não passou a temporada em branco, não. Foi indicado pelo Sindicato dos Editores de Som em Melhor Edição de Som: Efeitos Sonoros e Diálogos em Longa em Língua Estrangeira. É isso aí.

Crítica - Histórias Cruzadas


    ''Histórias Cruzadas'', que chamarei aqui de ''The Help'', o título original, por um motivo que mais para frente explicarei; não é um bom filme. Poderia ser, mas não é. Muita gente talvez vá achar isso, mas não é. A razão para isso é sua concepção totalmente equivocada, trazida de um livro homônimo de Kathryn Stockett. Equivocada, por quê? Porque não prega a igualdade racial, como esperado. É um filme racista. Maniqueísta. Encaixe o adjetivo que desejar.


    As 'histórias que se cruzam' são as da jornalista Skeeter (Emma Stone), que tem como sonho escrever um livro; e as das empregadas negras de sua cidade natal, no estado do Mississippi. Um Mississippi da década de 60, marcado pela segregação racial - regulamentada por lei - e pela violência contra os negros. O ambiente estava ali, pronto para um bom filme. Só que o resultado ficou aquém, bem aquém. Tão aquém que, para citar qualquer ponto positivo do longa, você, necessariamente, precisa introduzir algum negativo.


     Num primeiro exemplo: o elenco de ''The Help'' é um dos melhores do ano, sim! Viola Davis (indicada ao Oscar), como a doméstica Aibileen, faz um trabalho absurdamente sensível e expressivo - é uma das melhores atrizes atuais -; entretanto, a empregada é um estereótipo forçadíssimo. A mulher 'sofrida' e sozinha é desenvolvida pelo roteiro de uma forma tão engessada quanto possível. Um milagre interpretativo de Viola. Culpa de Tate Taylor. Uma outra grande atriz também salvou uma personagem fraca: Jessica Chastain (indicada ao Oscar também). 


    O papel da 'patroa liberal' Celia Foote, nas mãos de uma qualquer, sairia apenas uma mulher irritante e fútil. Jessica a eleva a muito mais do que isso. Poderia citar também Bryce Dallas Howard - que aqui seria algo como 'o mal em pessoa' -, a qual humaniza muito bem a manipuladora e criadora da lei do 'banheiro-exclusivo-para-empregadas-negras-em-todas-as-casas' Hilly Holbrook. Ou então Emma Stone que dá toques sutis de personalidade para a rasa escritora Skeeter; ou Sissy Spacek (*-* Carrie *-*), ou Allison Janney, sei lá. Todas, menos Octavia Spencer.


    Sim, Octavia, favorita para Atriz Coadjuvante - e ganhadora da maioria dos prêmios na ''área'' - é a pior atriz entre todo o elenco. A pior porque não sai do estereótipo, ela o mantém e o piora ainda mais. Ela é a negra 'mano' da história: direta, sincera e explosiva; em que lembra muito Queen Latifah - até por ter uma indicação ao Oscar injusta -. Sua função, cumprida com razoável sucesso, é fazer rir. Nos momentos dramáticos, decepciona (principalmente numa cena com Celia, em um banheiro). Ah, e essas cenas cômicas aí, que mencionei; nenhuma delas deriva da maldita torta de merda, ok? Uma das coisas mais absurdas (você confundiria merda com chocolate?) e desnecessárias dos últimos tempos - e que impera nos tais momentos cômicos da obra. Na última meia-hora todos os personagens fazem algum comentário irônico sobre a malfada torta.


     Bom, já expliquei minha teoria de que qualquer ponto positivo daqui acaba virando um negativo, né? As interpretações são fantásticas, todavia as personagens 'cruas' são fracas. ''The Help'' faz rir, numa tentativa clara de torná-lo um feel good movie para a digestão da temática ser menos 'dolorosa'; no entanto falha miseravelmente nisso, na parte final. Então agora explico porque é como ''The Help'' que prefiro chamá-lo.

    Não é pela tradução literal 'A Resposta', numa alusão à uma resposta das empregadas negras às patroas brancas conservadoras. E sim por um tradução 'não oficial', como 'A Ajuda' mesmo. Aparentemente o filme nos diz que as negras daquela cidadezinha apenas conseguiram se reerguer e enfrentar a 'tirania' depois que uma branca lhes dá um suporte, lhes 'ajuda'. Pode parecer exagero meu, talvez seja mesmo. Porém onde está Martin Luther King, relegado à uma passagem mínima de um discurso seu na TV? Naquela exata época ele liderava a busca por direitos civis para os negros, só que quem inspirou essas empregadas foi uma mulher branca e não ele?


    Ah, e a KKK, hein? Uma menção mínima - ima, ima - e já está bom? Mais uma vez Tate Taylor (e talvez a escritora do livro original também tenha feito o mesmo) ignora o contexto histórico. A trama parece alheia ao resto do país, ao resto do estado Mississippi. Enfim, cheguei á conclusão de que ''The Help'' é muito bem interpretado de modo geral, porém porcamente roteirizado. O saldo final é negativo e irritante; mas pelas atrizes - e unicamente por elas- a nota não será mais baixa.      Nota: 5/10

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Crítica - A Centopeia Humana (por Gustavo Hackaq)

    Gente, novidade no blog! O meu amigo, cinéfilo e que escreve os melhores textos de toda a crosta terrestre, Gustavo Hackaq, enviou essa 'colaboração' para o blog. E é a primeira de muitas. \o/






    Algum tempo atrás, ouvi de uma amiga a história do filme ''Centopeia Humana'' e fiquei abismado. Não poderia ser crível a existência de um filme com tal teor, mas, vendo os filmes que brotam da terra com seus roteiros absurdamente mórbidos, como ''O Albergue'' e sua über fábrica de tortura, aquilo poderia mesmo existir. Então fui atrás para saber se tal história era real.

    Tom Six, o diretor, roteirista e editor do filme (com conceitos morais duvidosos) conta a história do Dr. Joseph Helter (Dieter Laser, um home que nasceu fadado a um propósito: ser psicopata em algum filme), um renomado e recluso cirurgião especializado na separação de gêmeos siameses (“Aposentado, mas ainda conhecido como o melhor”). Depois de tentar, e falhar, uma cirurgia nunca antes feita e criada pelo próprio com seus “queridos três cachorros” (enterrados em seu quintal com uma linda lápide), ele decide tentá-la com animais maiores: seres humanos. É aí que entra Lindsay (Ashley C. Williams) e Jenny (Ashlynn Yennie), duas turistas nova-iorquinas que estão de passagem pela Alemanha. Numa noite nebulosa, as duas, numa floresta escura e densa, conseguem a proeza de furar o pneu do carro no meio do nada. Com direito a um morador local pervertido e celular fora de área, a clichêlandia parte pela floresta em busca de alguém para ajudá-las (e ainda começa a chover). Onde ambas vão parar? Na luxuosa casa/hospital do Dr. Helter, como moscas farejando o pote de mel. Lá, o doutor trata logo de dopá-las para iniciar a cirurgia do século.

    Caçando – essa é a palavra – outro turista, agora um japonês (Katsuro – Akihiro Kitamura), o ensandecido doutor começa a explicar a cirurgia para as três vítimas. Basicamente ele vai costurá-las umas às outras, boca ao ânus, e, formar assim uma criatura tripla com um único sistema digestivo. Uma centopéia humana. E ainda cortar os tendões dos joelhos para que os três não possam se levantar e fugir. Tudo isso foi milimetricamente planejado pelo doutor e a cirurgia começa. Quando termina – numa cena maravilhosamente iluminada – ele a leva para a sala para poder, entre lágrimas e fotografias para a posteridade, ver sua criatura perfeita viva.

    Six conduz tudo com poder e convencido de que está fazendo uma obra de arte. Seu sadismo não conhece limites, e ele joga cenas tanto cômicas (o japonês, ou a parte da frente da centopéia, mordendo a perna do doutor) quanto asquerosas (a “alimentação” das duas outras partes, por meio das fezes do japonês). A fotografia em tons sóbrios e neutros faz da fita um projeto bem anos 90, como percebemos nos créditos – tanto iniciais quanto finais – dando o exato tom que o filme necessitava. Dr. Helter é um dos melhores e mais deliciosos psicopatas do cinema independente dos últimos tempos, muito bem interpretado por Laser. As partes da centopéia já merecem parabéns só pela posição em que atuam (imaginem-se atuar com o rosto enfiado entre as nádegas de outro ator e/ou vice-versa).

    No título original há o subtítulo First Sequence (“Primeira Sequência”), ou seja, ainda teremos muito mais centopeias rastejando pelo mundo. E, se depender de Six, seus filmes fofos vão dar dor de cabeça a muita gente ainda. É a escatologia que move tudo (e essa faceta funciona maravilhosamente bem), todavia, é inevitável nos perguntarmos: de onde diabos Tom Six teve a ideia de costurar pessoas pelo traseiro para formar uma centopeia??? O filme em sim pode ser considerado trashorror, cult e – os termos mais usados – nojento, repugnante, asco e lixo. Só não se esqueçam: lixo é luxo.     Nota: 6/10


100% medically accurate.


    Mais textos da criatura: aqui. E o Twitter é @hausofgust. Enjoy.

Crítica - As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne


    Nos últimos meses, o nome de Steven Spielberg vem sendo bastante citado. E não era para menos, o homem trabalhou em 2011! Produziu ''Super 8'' (crítica aqui), o novo Transformers e ''Gigantes de Aço'', e dirigiu ''Cavalo de Guerra'' e esse filme, adaptação dos quadrinhos do francês Hergé. Além, é claro, de alguns outros trabalhos.


    Como todos sabemos, diversão é com ele mesmo e ele cumpre muito bem essa 'responsabilidade' aqui. A sua aventura pelas animações; utilizando da técnica de captura de movimentos, já tão expandida no cinema; se configura um filme competente e uma das grandes derrapadas do Oscar, preterindo-o por um filme ruim como ''Carros 2'', num ano já ruim para o lado dos animadores (o uso da técnica supracitada é a mais provável causa para a não-indicação).


    A história é simples e fácil: o jovem detetive Tintim (Jamie Bell) e seu cachorro Milu juntam-se ao estranho e bêbado Capitão Haddock (o brilhante Andy Serkis) na busca por um grande tesouro, escondido em meio ao passado de um barco que afundou e que era capitaneado por um antepassado de Haddock. Básica, um fiapo e tudo mais, porém tudo o que ela consegue render é para se tirar o chapéu e nem ligar muito para isso.

    Vamos falar o que o filme tem de melhor: a técnica de animação. ELA É LINDA, FANTÁSTICA, COMO EU NUNCA VI IGUAL. Sim, até nos mínimos-imos-imos-imos detalhes, ela é maravilhosa! Pequenas gotas de suor, textura de pele, pelos da sobrancelha... Tudo está ali, visível e chegando tão perto da realidade (esqueça Avatar e lembre-se para sempre da parte no deserto e na África). O CGI como deve ser usado e usado por quem sabe, né Spielba?


    Além disso, as sequências de ação são divertidas, emocionantes e muito bem dirigidas; empolgam bastante. Outros pontos positivos e que vale recordar são as eficientes partes cômicas, a boa trilha de John Williams e as saltitantes referências à outros clássicos do diretor: Indiana Jones (claríssima), Tubarão... Nostálgico, hilário e adorável.


    Entretanto, como eu já havia dito, o roteiro é bem básico (até demais), o que lhe enfraquece um pouco. Isso sem contar a ingenuidade (bobice, para ser exato) excessiva de alguns momentos, que destoavam de um filme que aparentemente foi feito para crianças 'nem-tão-pequenas-assim'. A sensação que fica é a de uma diversão passageira, um deslumbre técnico e decepção por aquele final tãão anti-climático.           Nota: 7/10

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Balanço de Janeiro (Parte II)

    É, acabaram as férias e a época mais produtiva para mim em assistir filmes. Mais dez comentários curtos aí:

10. O Fantástico Sr. Raposo (The Fantastic Mr. Fox, 2009)

    Wes Anderson é um diretor bem conhecido no meio cult do cinema, e por vezes adorado. E, por sinal, o trailer de seu novo filme pode ser visto no blog, aqui. Foi indicado ao Oscar pelo longa ''Os Excêntricos Tenenbaums'' e agora explorou o mundo das animações, em sua última obra lançada nos cinemas.
    A história possui um clima (e foco) bem familiar, com o desenvolvimento das relações entre os membros de uma mesma família: pais com filhos, marido e mulher, entre primos... A técnica de animação é bem bonita e realça o ambiente ''acolhedor e do interior'' em que o filme se passa; e as pitadas de humor negro (que fique claro que o filme não é ~infantil~) funcionam na maior parte das vezes. Entretanto tudo desaba por o longa não chegar a empolgar e pelo fato de, do meio para frente, cair em um clichê interminável e decepcionante. Por fim, fica um grande vazio.     Nota: 6/10




9. Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau, 2011)

    Lá vou eu reclamar desse tipo de filme de novo. Mas a história contada por George Nolfi é, com certeza, a menos oca e sem inteligência entre todas as outras ''semelhantes''. Claro que há aquela babaquice da ''mulher que precisa ser salva'', porém a trama sobre uma 'empresa' que organize e comande os destinos da população não deixa de ser bem cativante.
    Se cativa e possui um elenco razoável por um lado, infelizmente se entrega ao non-sense, principalmente em seu final. A conclusão é precipitadíssima, deixa mil e uma brechas e, ainda por cima, sem qualquer lógica... Dos seus ''irmãos'', o melhor; o que não significa lá muita coisa.       Nota: 6/10








8. Homem de Ferro (Iron Man, 2008)

     Não que eu estivesse esperando entender porque tanta gente ama esse filme. Mas pelo mesmo queria ter uma ideia disso, né. No entanto, o longa do fraco Jon Fraveau comete erros primários para querer ser alguma coisa em meio à tantas excelentes adaptações de HQ (Nolan, Watchmen, o último X-Men...).
     Um roteiro assustadoramente ruim e furado, que faz com que Robert Downey Jr. tenha um personagem burocrático e que não desperta a torcida que um heroi (mesmo que anti) precisa, por parte dos espectadores. Além disso, o vilão aqui é um tremendo retrocesso: unidimensional e com motivos obscuros e/ou pobres para seus atos. Salva-se a trilha e os bons efeitos especiais, que geram duelos que prendem bastante a atenção.    Nota: 6/10






7. Por um Punhado de Dólares (Per un pugno di dollari, 1964)

     Assisti a mais um Western! O que não deixa de ser uma vitória. O meu interesse pelo gênero é bem pequeno (quase nulo) e minha exploração nele é bem esporádica, resultada apenas pelo amor que tanta gente possui por esses longas. Nesse caso, fui procurar direito também: Sergio Leone e sua famosa trilogia com Clint Eastwood (como ator). Felizmente, não me decepcionei e até me animei a ver os outros dois restantes.
     Charmoso, com duelos emocionantes (o último, então...), um roteiro eficiente (não que seja aquela Brastemp, porém tem seus méritos) e uma direção precisa que engrandece ainda mais o filme.   Nota: 7/10








6. Preciosa - Uma História de Esperança (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, 2009)

    Preciosa é um filme indigesto. É tanto sofrimento enlatado que assisti-lo sem ficar pelo menos incomodado é uma tarefa árdua. Preciosa também é o nome da personagem principal, bem interpretada por Gabourey Sidibe, que é abusada pelo pai, desprezada pela mãe, pobre, gorda, vai (muito) mal na escola, sem amigos e com um filho (de seu pai) com síndrome de Down.
     Como se já não bastasse a dificuldade em assistir o filme (ok, é aqui que vocês argumentar que ele força demais à desgraça. E é verdade.), a direção de Lee Daniels se faz notar com diversos elementos visuais, principalmente na primeira metade, e que só servem para enfraquecer a obra. As suas qualidades já vem presas à ele, sem a necessidade de tanta 'personalidade': fortes interpretações (Mo'Nique como a mãe, é fabulosa; Paula Patton é eficiente; Lenny Kravitz está irreconhecível e até Mariah Carey responde bem) e potência narrativa.    Nota: 7/10





5. Fantasia 2000 (Fantasia/2000, 1999)

    É estranho avaliar esse, antes de falar do anterior, de 1940. A ideia de prosseguir um filme tão belo quanto Fantasia é, no mínimo, respeitável devido ao fracasso de público óbvio que se seguiria. Mais uma vez, músicas clássicas e marcantes de todas as épocas abraçam a imagem em pequenas 'esquetes', pequenos curtas... Chame como quiser.
    O que importa realmente é a beleza da obra. A reutilização da cena de Mickey Mouse é importante (e interessante), tal qual a maravilhosa e deslumbrante (muito mesmo, garanto) parte final. Entretanto a irregularidade marca a obra, com cenas nem tão boas intercaladas com outras, belíssimas. Mas, se a sétima arte vive de momentos marcantes, esse é um baita filme por cumprir muito bem exatamente isso.      Nota: 8/10






4. Quase Famosos (Almost Famous, 2000)

     Um dos filmes que eu mais tinha vontade de assistir. Misturar road movie, rock, adolescência é algo que me atrai bastante e, aparentemente, Cameron Crowe havia realizado um bom trabalho ao contar sua vida, tanto no roteiro, quanto na direção. O que realmente se concretiza.
     A descoberta do mundo por William (Patrick Fugit); filho de uma mãe super-protetora (Frances McDormand), que acompanha uma banda de rock iniciante pela estrada; é muito bem feita. O início do filme é bem instigante e a atenção já está presa à tela desde quando a personagem de Zooey Deschanel, irmã de William, sai de casa. O clima é muito bem construído e ali você já está amando o filme. Com o passar do tempo, o ritmo cai um pouco e o bom humor, também; até se aproximar bastante do clichê, o que não se concretiza. Eficiente e divertido.     Nota: 8/10






3. Fantasia (idem, 1940)

    E agora eu falarei desse clássico da Disney, o original. O massacrado pela crítica da época, ignorado pelo seu público e aclamado anos depois. Já expliquei anteriormente a ideia geral de como o filme é organizado, então pulemos essa burocracia.
    O filme é lindo! Com uma beleza visual impressionante, ainda mais para 1940, e número verdadeiramente emocionantes; que tiram o máximo da qualidade técnica da animação de Disney. A icônica cena de Mickey como feiticeiro, a cena das cores... Tudo é fantástico e esteticamente próximo da perfeição. Todavia, mais uma vez, o filme esbarra na irregularidade (menor que no de 1999), o que o diminui um pouco.       Nota: 8/10








2. Planeta Terror (Planet Terror, 2007)

     Vamos falar de Grindhouse! Um dos projetos mais deliciosos já feitos, com a união de Robert Rodríguez e Quentin Tarantino pelo bem dos filmes trashs, exagerados, que espumam humor negro... Aqui é o 'irmão pobre' quem dirige e roteiriza. Porém Taranta não fica distante do projeto e interpreta um personagem, no mínimo, divertido.
     Participações de Bruce Willis e Fergie pontuam positivamente para esse ótimo filme, que provoca risos em toda a sua duração. Criatividade, personalidade, diversão, sangue, mulheres... aquilo que ''À Prova de Morte'' também tem, e ainda melhor: com a metralhadora na perna! Guilty Pleasure para ser colocado em um lugar bem especial na minha memória.     Nota: 8/10







1. Persona - Quando Duas Mulheres Pecam (Persona, 1966)

    Oficialmente Ingmar Bergman está entrando na minha lista de diretores favoritos. Depois de Morangos Silvestres, mais um grande filme do diretor sueco. A história da relação entre duas mulheres, paciente e enfermeira, é devastadora.
     Enumerar as qualidades técnicas, de direção (aqui seria praticamente chover no molhado, né) e nas interpretações é pouco para uma história tão forte como essa. Imponente em sua essência geral e que faz refletir. O ritmo cai um pouco ali no meio, talvez aliado com a estupefatez com que vamos absorvendo as informações da tela. Um filme pelo cinema, para o cinema e que é o cinema puro. Magnífico.      Nota: 8/10 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Crítica - Super 8


    ''Super 8'' é a nostalgia em sua pura essência. Nostalgia que não será completamente compreendida pela geração atual (me incluo aí), entretanto está presente. As matinês das décadas de 70 e 80, protagonistas do cinemão norte-americano na época, com filmes como ''Os Goonies'', ''Contatos Imediatos de Terceiro Grau'', ''E.T.'', ''De Volta Para o Futuro'', a trilogia de Indiana Jones... Longas do gênero aventura, que apresentam uma diversão descompromissada e focada no público mais jovem; aqui ganham uma digníssima homenagem.


    E, é importante lembrar, desses nomes que aí citei, apenas o quarto não tem a assinatura de Steven Spielberg, seja na direção ou na produção. Em ''Super 8'', dirigido por J. J. Abrams, o mestre dos blockbusters está na produção. Aqui, a história parece uma mistura das várias obras anteriores: um grupo de jovens que estava produzindo um filme caseiro presencia um acidente entre um trem de carga e um caminhão. A partir daí, após uma série de desaparecimentos e com a presença suspeita do exército americano no local, eles começam a se envolver mais na misteriosa trama por trás daquele trem.


    Exterior à trama principal do acidente, há o desenvolvimento dos personagens adolescentes do filme: Joe (Joel Courtney), um menino que acaba de perder a mãe e sofre com a falta de tato do pai; Alice (Elle Fanning, a irmã mais talentosa ainda de Dakota), filha de uma inimizade do pai do garoto; Charles (Riley Griffiths), o ''cineasta'' e melhor amigo de Joe... e por aí vai. E o relacionamento entre os adolescentes é o principal destaque do longa, tal qual as cenas de preparação para as filmagens e delas em si. É difícil não se encantar com a interação ali, ainda mais entre o 'casal' Joe e Alice.


    Se isso destaca o filme (além dos ótimos efeitos especiais, o que já era esperado), é excelente que a maior parte do longa se foque nisso. São as partes que mais divertem e que o tornam um dos melhores do ano. Porém, se o filme funciona nesses momentos, quando se foca em ficção científica, cai. As cenas que envolvem a criatura misteriosa que assombra a cidade ficam um ponto abaixo em qualidade (principalmente a da caverna, escura e sub-aproveitada), o que se configura como uma baita decepção. 


     Toda a atmosfera foi criada, o elenco jovem dando um show... e o clímax mesmo não faz jus a tudo. Parece que o filme se perde exatamente quando procura sua própria identidade, deixando de lado referências, e se torna muito mais uma obra de Abrams do que de Spielberg. Isso sem citar o final (brega), que destoa do desenvolvimento nivelado visto anteriormente. Apesar disso, só a qualidade de tudo que veio antes e a vontade de que o longa não acabasse, que tivessem mais cenas entre os adolescentes... Só isso, já o torna inesquecível e bem acima da média.      Nota 8/10

News! News! (I)

   E chega ao fim a curta era da seção semanal de novidades. Agora serão lançados posts do tipo quando eu quiser (e achar útil), porque o blog é meu. Haha. Tirando o totalitarismo da conversa, o motivo é que nem sempre tem sobre o que falar (já que nem sempre dá vontade de escrever e procurar informação sobre qualquer porcaria). Let's go.

    TRAILERS

    Não, eles não perderam lugar, claro. E temos várias coisas novas que saíram nesses últimos dias: ''Resident Evil 5'', ''Contrabando'', ''Moonrise Kingdom'' e ''John Carter''. E estão aí, nessa ordem mesmo:

                                                        Não, não é o vídeo errado, gente.

                                                     Wahlberg voltando ao que 'sabe' fazer

                                    O novo filme de Wes Anderson, de ''Os Excêntricos Tenembauns''

                        O diretor Andrew Stanton, de ''Procurando Nemo'', se aventura no live-action

    GLOBO DE OURO 2012

    E os vencedores foram anunciados, e poucas surpresas aconteceram. Como não vi muita coisa dos indicados, não posso julgar quanto a injustiças. As surpresas da noite ficaram por conta de Scorsese como Melhor Diretor, por ''Hugo'', no lugar de Hazanavicius (''O Artista'') ou Payne (''Os Descendentes''); Allen em Melhor Roteiro e, por que não, Meryl Streep batendo Viola Davis para Melhor Atriz em Drama. 
    Ah, não, gente, é claro que a Madonna ia ganhar. Se já ganhou Melhor Atriz em Musical/Comédia por Evita (?!?!), vocês acham que os votantes não iam querer babar um ovo para a Rainha?!
    Fortalecem-se ''O Artista'' x ''Os Descendentes'', Hazanavicius x Payne (x Scorsese? Difícil.) e Streep x Williams para o Oscar.